Realizámos uma Pesquisa de Avarias no Seixal com o objetivo de identificar a origem dos danos por água que afetaram as frações 1.º Esquerdo e 2.º Esquerdo, sobretudo na zona do quarto e do hall de entrada.
Iniciámos a inspeção pela fração 2.º Esquerdo, onde encontrámos as manifestações mais evidentes. No hall de entrada e no quarto, as paredes apresentavam alteração significativa da pintura e da coloração original, com sinais de escorrimento que atingiam zonas próximas do teto.
De seguida, utilizámos um scan de humidade para verificar se a patologia permanecia ativa. O equipamento permite avaliar diferentes materiais até uma profundidade aproximada de 10 cm. Contudo, as paredes analisadas encontravam-se completamente secas. Segundo a responsável pela fração, a água tinha escorrido em grande quantidade durante a ocorrência, mas deixou de surgir vários meses antes da nossa visita.
Assim, os resultados confirmaram que os elementos afetados já tinham passado por um processo prolongado de secagem. Apesar disso, a dimensão dos danos e o elevado volume de água anteriormente relatado justificaram a continuação da investigação nos pisos superiores.
Entretanto, no 3.º andar, identificámos uma abertura na zona comum para acesso à prumada de abastecimento de água da fração 3.º Esquerdo. A tubagem galvanizada apresentava pontos visíveis de corrosão, embora a inspeção realizada nesse momento não tivesse revelado qualquer rotura ou humidade junto à tubagem.
Como os danos das frações inferiores coincidiam com a zona de entrada da fração 3.º Esquerdo, prosseguimos a Pesquisa de Avarias no Seixal nesse ponto. Com o scan de humidade, encontrámos níveis moderados de humidade por baixo da caixa onde se encontra instalado o contador de água. Acima do contador, pelo contrário, não registámos valores relevantes.
Por esse motivo, abrimos a porta de acesso ao contador e verificámos um gotejamento constante na ligação do contador de água. No entanto, o caudal observado era reduzido e não correspondia ao volume de água descrito pelos ocupantes das frações inferiores. Considerámos, portanto, esta ocorrência como uma anomalia secundária.
Posteriormente, deslocámo-nos à fração 1.º Esquerdo, onde existiam danos no teto e numa parede do quarto. O scan de humidade não revelou valores relevantes. Desta forma, também nesta fração os elementos afetados se encontravam em fase avançada de secagem.
Além disso, fomos informados de que o contador da fração 2.º Esquerdo registava consumo mesmo sem utilização da habitação. Como a fração se encontrava devoluta, decidimos verificar a instalação de água para esclarecer essa ocorrência. Instalámos um equipamento de teste de pressão no circuito de alimentação da sanita e registámos uma pressão inicial de 3 bar.
Depois de fecharmos o contador, aguardámos cerca de seis minutos. Durante esse período, a pressão manteve-se estável. Assim, o ensaio não revelou qualquer fuga na rede interna da fração 2.º Esquerdo. Contudo, ao restabelecermos a alimentação da sanita, observámos um gotejamento na fixação do autoclismo, explicando o movimento anteriormente registado pelo contador.
Após excluir as fugas identificadas nos contadores das frações, concentrámos novamente a Pesquisa de Avarias no Seixal na prumada geral de abastecimento de água. A tubagem galvanizada apresentava sinais visíveis de degradação e corrosão, embora não tenha sido possível observar uma rotura aberta durante a primeira inspeção.
Este resultado tornou-se particularmente relevante quando comparado com o relato dos ocupantes. Segundo as informações recolhidas, ocorreu anteriormente uma descarga de água de grande volume que afetou várias frações. Atualmente, porém, os revestimentos encontram-se secos e não existe qualquer reparação conhecida na prumada principal.
Neste contexto, consideramos tecnicamente plausível que tenha ocorrido uma rotura pontual na prumada galvanizada e que, posteriormente, a própria abertura tenha ficado temporariamente obstruída. A acumulação de produtos de corrosão do aço, em conjunto com depósitos minerais presentes na água, pode criar um bloqueio provisório no ponto danificado.
Contudo, este fenómeno não representa uma reparação. Pelo contrário, o auto-tamponamento de uma tubagem metálica degradada pode desaparecer com alterações de pressão, vibrações ou movimentações do edifício. Por isso, uma fissura aparentemente inativa pode voltar a libertar água sem aviso.
Durante a Pesquisa de Avarias no Seixal, observámos ainda manchas nas zonas comuns próximas da fração 2.º Esquerdo. A sua localização, associada ao histórico do sinistro e à posição da prumada, reforça a necessidade de intervir preventivamente na tubagem galvanizada antes de ocorrer uma nova fuga de maior dimensão.
Com base nos ensaios realizados, conseguimos separar a ocorrência principal de outras pequenas avarias encontradas durante a vistoria. Em primeiro lugar, o volume de água anteriormente relatado e a secagem completa das frações 1.º e 2.º Esquerdo apontam para um sinistro passado e atualmente inativo.
Por outro lado, a prumada de água do edifício apresenta corrosão significativa na zona onde foi aberta para inspeção. Embora não tenhamos observado uma fuga ativa, este estado de conservação suporta a hipótese de uma rotura anterior que poderá ter ficado temporariamente tamponada por depósitos resultantes da própria degradação da tubagem.
Além disso, a fração 3.º Esquerdo apresenta uma fuga independente na ligação ao contador. O gotejamento é reduzido e não explica os danos de maior dimensão existentes nos pisos inferiores. Ainda assim, recomendamos a sua reparação para evitar desperdício de água e agravamento futuro.
Na fração 2.º Esquerdo identificámos outra ocorrência, desta vez na alimentação do autoclismo. O ensaio de pressão demonstrou estabilidade do circuito, mas a ligação mecânica do autoclismo mantém um gotejamento quando a água permanece aberta. Consequentemente, o contador pode continuar a registar consumo mesmo sem utilização regular da habitação.
Assim, a análise global demonstra que as pequenas fugas atualmente visíveis não justificam, por si só, o volume de água que atingiu as frações 1.º Esquerdo e 2.º Esquerdo. A Pesquisa de Avarias no Seixal aponta sobretudo para uma ocorrência anterior na prumada comum, associada ao estado avançado de degradação da tubagem galvanizada.
Perante os resultados obtidos na Pesquisa de Avarias no Seixal, recomendamos uma intervenção preventiva na prumada comum de abastecimento de água. O auto-tamponamento constitui uma condição instável e não garante a segurança do sistema. Por isso, o condomínio deverá avaliar a substituição do troço galvanizado que apresenta corrosão significativa por uma solução moderna e adequada à instalação.
Na fração 3.º Esquerdo, deverá corrigir-se a ligação do contador de água e eliminar o gotejamento atualmente existente. Paralelamente, na fração 2.º Esquerdo, recomenda-se a reparação da fixação do autoclismo, incluindo a substituição dos elementos de vedação que apresentem desgaste.
Como as superfícies afetadas das frações 1.º e 2.º Esquerdo se encontram secas, já é possível avançar para a recuperação dos revestimentos. Ainda assim, antes da pintura ou substituição dos acabamentos, recomendamos confirmar novamente os níveis de humidade. Dessa forma, evitam-se reparações prematuras sobre suportes que ainda possam conservar humidade residual.
Por fim, as zonas comuns onde surgiram manchas também devem receber tratamento após a estabilização da instalação. A substituição preventiva da tubagem galvanizada será a medida mais eficaz para reduzir o risco de repetição do sinistro e proteger as frações situadas nos pisos inferiores.
Na Fermorel, eliminamos a incerteza. Utilizamos tecnologia de diagnóstico avançado para localizar fugas e infiltrações sem partir paredes ou pavimentos.
A Fermorel realiza diagnósticos precisos com scanner de humidade e ensaios de pressão, identificando roturas auto-tamponadas em prumadas e fugas ocultas. Relatório técnico certificado para seguros e condomínios.
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É a obstrução temporária de uma rotura por acumulação de óxidos de ferro e depósitos de calcário provenientes da degradação do tubo. Neste caso no Seixal, este fenómeno explica a ausência de rotura visível apesar do volume de água relatado inicialmente. Deste modo, a tubagem permanece instável e sujeita a nova rotura a qualquer momento.
O scanner de humidade mede a saturação até 10 cm de profundidade, distinguindo danos antigos e secos de infiltrações ainda ativas. Neste caso no Seixal, todas as paredes afetadas nas frações inferiores apresentaram-se completamente secas. Complementarmente, este resultado confirmou que o sinistro principal já não estava ativo.
O equipamento pressuriza a rede interna e monitoriza eventuais quedas de pressão, indicando fugas na tubagem. Neste caso no Seixal, o ensaio a 3 bar durante 6 minutos não revelou qualquer perda na tubagem interna. Por conseguinte, a fuga real foi localizada na fixação do autoclismo à sanita.
Não necessariamente, pode tratar-se de pequenas fugas isoladas, como gotejamentos em ligações ou fixações de equipamentos sanitários. Neste caso no Seixal, o movimento no contador de uma fração devoluta foi explicado por uma perda no autoclismo. Como resultado, evitou-se atribuir a anomalia à causa errada.
O relatório técnico distingue tecnicamente a causa principal das anomalias secundárias, sustentando as recomendações de reparação urgentes. Neste caso no Seixal, o documento fundamentou a substituição preventiva da prumada comum. Desta forma, garante-se total transparência técnica perante o condomínio e eventuais seguradoras.
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