Realizámos uma Pesquisa de Avarias em Fernão Ferro com o objetivo de identificar a origem dos danos provocados por água que estavam a afetar a fração RC Esquerdo. Segundo o responsável pela habitação, a água escorria com frequência pelas paredes e pelo teto da casa de banho. Além disso, foram relatados danos no interior de um roupeiro do quarto, localizado junto à parede confinante com a instalação sanitária, bem como alterações visíveis na pintura da sala adjacente.
Durante a análise visual inicial, identificámos empolamento da pintura, alteração cromática das superfícies e sinais de degradação associados à presença prolongada de humidade. Consequentemente, iniciámos a verificação técnica através de um scan de humidade, equipamento utilizado para detetar a intensidade da humidade no interior de materiais construtivos até aproximadamente 10 cm de profundidade.
Nas leituras horizontais efetuadas a cerca de 20 cm do teto da casa de banho, registámos níveis elevados de humidade junto às paredes laterais da banheira e também na parede oposta à entrada. Simultaneamente, o teto apresentou valores elevados em praticamente toda a sua extensão. Assim, tornou-se evidente que existia uma concentração significativa de água nas zonas superiores da divisão.
Posteriormente, analisámos a parede da sala em contacto direto com a casa de banho. Nas leituras verticais verificámos níveis elevados de humidade ao longo de praticamente toda a parede. Além disso, as medições horizontais realizadas próximas do teto confirmaram igualmente a presença persistente de humidade, reforçando a necessidade de aprofundar a investigação técnica.
Após a primeira fase da inspeção, realizámos uma análise termográfica através de uma câmara térmica de alta resolução. Este procedimento permitiu avaliar o comportamento térmico do teto e das paredes da casa de banho da fração afetada. Ainda que as leituras não revelassem anomalias evidentes nas canalizações visíveis, os resultados serviram para orientar a continuidade da investigação.
De seguida, deslocámo-nos à fração localizada no piso superior, designada como 1.º Direito, uma vez que a disposição das divisões corresponde à configuração do imóvel afetado. Na inspeção visual da casa de banho verificámos deficiências de vedação entre a banheira e o revestimento cerâmico, ausência de isolamento atrás dos espelhos da misturadora e ainda fissuras em algumas peças cerâmicas da zona húmida.
Além disso, a responsável pela fração superior informou da existência de danos por humidade na parede da sala junto à casa de banho. Por esse motivo, realizámos medições com scan de humidade nessa área. As leituras mostraram níveis elevados a aproximadamente 1,50 m do pavimento, sobretudo na zona correspondente à localização da banheira, o que indicava uma possível ligação entre os danos observados e o sistema hidráulico existente.
Como complemento à inspeção, introduzimos uma microcâmara de inspeção na válvula da banheira. Contudo, não identificámos anomalias estruturais evidentes neste ponto, pelo que avançámos para novos testes de diagnóstico mais específicos.
Prosseguindo a Pesquisa de Avarias em Fernão Ferro, realizámos testes de carga com água quente diretamente na banheira e no lavatório da casa de banho do 1.º Direito. Posteriormente, analisámos as canalizações com recurso à câmara térmica, procurando identificar alterações térmicas associadas à circulação dos esgotos ou da rede pressurizada.
Durante estas verificações, não identificámos anomalias térmicas relevantes na canalização de esgotos nem na rede de água quente pressurizada. Além disso, verificámos a prumada de esgotos do edifício a partir da fração inferior e não observámos qualquer comportamento anómalo relacionado com essa infraestrutura.
No entanto, observámos um detalhe particularmente importante: existia água constante a surgir por cima do mureto que prolonga lateralmente a banheira do piso superior. Mesmo após secarmos totalmente a superfície, a água reaparecia poucos instantes depois. Consequentemente, tornou-se necessário aprofundar a análise através de testes específicos de pressão.
Este comportamento constitui um forte indício de fuga ativa em canalizações pressurizadas, sobretudo quando a água surge de forma contínua e sem utilização direta dos equipamentos sanitários. Assim, procedemos imediatamente a uma avaliação técnica mais detalhada da rede de abastecimento.
De forma a confirmar a origem dos danos, ligámos um equipamento de medição diretamente à alimentação de água fria do lavatório da casa de banho do 1.º Direito. Inicialmente, registámos uma pressão próxima dos 6 bar, valor elevado para uma instalação habitacional e potencialmente prejudicial para o sistema hidráulico.
Posteriormente, encerrámos o abastecimento de água no contador e interrompemos também a alimentação do esquentador. Poucos segundos depois verificámos uma queda evidente da pressão, situação que confirmou a existência de perda de água na canalização pressurizada. Deste modo, tornou-se possível excluir outras hipóteses relacionadas com infiltrações provenientes apenas da zona húmida.
Adicionalmente, realizámos um ensaio com equipamento acústico para localizar possíveis anomalias internas nas tubagens. O teste revelou uma anomalia sonora na zona próxima das cerâmicas fissuradas da parede da casa de banho, indicando uma elevada probabilidade de fuga nesse local.
Por conseguinte, verificámos uma forte relação entre os danos observados na fração inferior, os sinais de humidade existentes na fração superior e os resultados obtidos pelos equipamentos técnicos utilizados durante a inspeção.
Concluímos que os danos identificados na casa de banho, quarto e sala da fração RC Esquerdo têm origem direta numa rotura na canalização de água pressurizada da casa de banho da fração 1.º Direito. Além disso, os testes realizados demonstraram uma relação consistente entre os danos visíveis, os níveis elevados de humidade e a perda de pressão registada na rede de água fria.
Adicionalmente, verificámos deficiências de vedação entre a banheira e os revestimentos cerâmicos da zona húmida, bem como ausência de isolamento em pontos críticos da instalação sanitária. Embora estes fatores possam agravar a exposição à humidade, os resultados indicam que a principal origem dos danos está associada à fuga existente na canalização pressurizada.
Por esse motivo, recomendamos uma intervenção técnica célere para localizar e reparar a rotura identificada. Além disso, aconselhamos a revisão integral dos isolamentos da banheira e dos elementos cerâmicos adjacentes, reduzindo simultaneamente a pressão da rede hidráulica para níveis mais adequados e seguros.
Finalmente, esta Pesquisa de Avarias em Fernão Ferro permitiu identificar de forma objetiva a origem da infiltração, reduzindo a necessidade de intervenções destrutivas desnecessárias e possibilitando uma reparação técnica mais precisa, eficiente e duradoura.
Na Fermorel, eliminamos a incerteza. Utilizamos tecnologia de diagnóstico avançado para localizar fugas e infiltrações sem partir paredes ou pavimentos.
A Fermorel realiza diagnósticos precisos com scan de humidade, câmara térmica, ensaio de pressão e equipamento acústico, identificando roturas em canalizações pressurizadas sem obras desnecessárias. Relatório técnico certificado para seguros e condomínios.
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Recorremos a um ensaio de pressão com equipamento ligado diretamente à rede de água fria. Após o fecho do contador, monitorizamos a pressão durante vários minutos — uma descida confirma a existência de fuga. Neste caso em Fernão Ferro, a pressão desceu ao fim de poucos segundos após o fecho, confirmando de imediato a rotura ativa na rede.
Trata-se de um equipamento que deteta o som produzido pela água sob pressão a escapar através de uma fissura ou rotura. Desta forma, é possível localizar com precisão o ponto de fuga sem necessidade de abrir paredes ou pavimentos. Neste estudo de caso em Fernão Ferro, o equipamento acústico identificou a anomalia sonora exatamente na zona da cerâmica fissurada, confirmando a localização da rotura.
É considerada elevada para uso doméstico. Geralmente, os valores recomendados para frações habitacionais situam-se entre 2 e 4 bar, sendo que pressões superiores aceleram o desgaste das canalizações, dos acessórios e dos equipamentos sanitários. Por esse motivo, recomenda-se a instalação de um redutor de pressão na entrada da fração, que regule automaticamente o caudal para os valores adequados e previna roturas futuras.
Podem, especialmente quando o roupeiro está encostado a uma parede com humidade elevada. Neste caso em Fernão Ferro, os danos no interior do roupeiro do quarto coincidiam com a parede adjacente à casa de banho, que apresentava níveis elevados de humidade confirmados pelo scanner. Desta forma, a relação direta entre a rotura na fração superior e os danos no roupeiro ficou estabelecida com precisão.
Serve, quando a origem dos danos é confirmada na fração superior. Os nossos relatórios documentam a rotura com scan de humidade, ensaio de pressão e resultados acústicos, estabelecendo a ligação direta entre a anomalia e os danos na fração inferior. Desta forma, o documento constitui prova técnica aceite por seguradoras, administrações de condomínio e em processos de mediação ou ação judicial.
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