No âmbito desta Pesquisa de Avarias em Belém, realizámos uma pesquisa de avaria não destrutiva com o objetivo de identificar a origem dos danos por água que estão a afetar a entrada da garagem do edifício n.º 19, ao nível da cave.
Desde o início da inspeção, verificou-se que a parede afetada apresenta sinais claros de degradação, com empolamento da pintura, coloração anómala relativamente à original e zonas onde o revestimento se encontra totalmente destacado, expondo o betão estrutural.
Além disso, num dos pontos mais críticos foi possível observar a presença de escorrência de água, embora sem grande volume, indicando uma infiltração ativa localizada.
Importa salientar que a parede em análise é adjacente ao edifício vizinho, o que desde logo levantou a hipótese de origem externa às infraestruturas do edifício n.º 19.
De seguida, procedeu-se à verificação dos níveis de humidade com recurso a um scan de humidade, equipamento utilizado na detecção de fugas e identificação de danos por água, capaz de avaliar materiais até 10 cm de profundidade.
Nas medições realizadas, observou-se que os valores de humidade variavam de forma localizada, sem uniformidade ao longo da parede, o que reforça a existência de uma origem pontual da infiltração.
Paralelamente, efetuou-se uma análise térmica com câmara de alta precisão, onde foram identificadas duas anomalias distintas: uma zona vertical mais extensa à direita e outra área mais contida à esquerda.
Assim sendo, verificou-se que as anomalias não apresentam ligação entre si, sugerindo origens independentes e diferentes percursos de água no interior da parede.
Posteriormente, verificou-se que não existem redes de canalização pertencentes ao edifício n.º 19 na zona afetada, o que reforça a hipótese de origem externa.
Deste modo, a análise aponta para o edifício vizinho, n.º 17, como provável fonte das infiltrações, uma vez que se encontra em contacto direto com a parede afetada.
Adicionalmente, o comportamento térmico observado indica circulação de água em planos distintos, compatível com diferentes pontos de fuga no edifício adjacente.
Consequentemente, a investigação técnica passou a centrar-se na possibilidade de falhas nas infraestruturas do edifício vizinho.
Durante a análise, constatou-se que a anomalia do lado direito apresenta desenvolvimento vertical, sugerindo escoamento descendente da água ao longo da parede.
Por outro lado, a anomalia do lado esquerdo apresenta um padrão mais horizontal e localizado, sem continuidade com a zona adjacente.
Além disso, a ausência de anomalias acima do ponto analisado indica que a origem das infiltrações se encontra diretamente ao nível ou atrás da parede em contacto com o edifício vizinho.
Deste modo, reforça-se a hipótese de que existem pelo menos dois pontos de fuga independentes no edifício n.º 17.
Em conclusão, a Pesquisa de Avarias em Belém permitiu identificar que os danos por água observados na entrada da garagem do edifício n.º 19 têm elevada probabilidade de origem no edifício vizinho n.º 17.
Assim sendo, as anomalias detetadas através de inspeção térmica e análise de humidade indicam a existência de pelo menos duas zonas distintas de infiltração, com comportamentos independentes.
Por outro lado, a ausência de infraestruturas do edifício n.º 19 na zona afetada reforça a conclusão de origem externa dos danos.
Por fim, recomenda-se que o edifício n.º 17 proceda à inspeção e correção das suas infraestruturas, de forma a eliminar a origem das infiltrações e evitar a progressão dos danos na parede da garagem do edifício n.º 19.
Na Fermorel, eliminamos a incerteza. Utilizamos tecnologia de diagnóstico avançado para localizar fugas e infiltrações sem partir paredes ou pavimentos.
A Fermorel localiza a origem exata das fugas através de termografia avançada e diagnóstico não destrutivo, emitindo relatórios oficiais indispensáveis para litígios de condomínio e seguradoras.
Zonas de atuação: Belém • Restelo • Pedrouços • Bom Sucesso • Ajuda • Alcântara.
A termografia analisa assinaturas de temperatura. Se as manchas frias (onde há água) fossem provocadas pela mesma rutura, estariam interligadas num único fluxo contínuo. Como neste caso em Belém existem duas áreas distintas e sem contacto, conclui-se que provêm de duas tubagens ou falhas diferentes do vizinho.
O primeiro passo é obter um relatório técnico pericial de uma entidade independente como a Fermorel. Este documento serve como prova legal para que a administração do seu condomínio envie uma notificação formal ao prédio vizinho exigindo a reparação urgente.
As águas residuais contêm sulfatos, amoníaco e bactérias que reagem quimicamente com o betão, enfraquecendo-o. Além disso, causam a oxidação rápida das armaduras de ferro no interior das paredes da cave, colocando em risco a estabilidade estrutural com o passar dos anos.
Sim, numa fase inicial. Através de métodos não destrutivos (como a termografia e scanners na sua própria garagem), conseguimos isolar a parede e comprovar que o problema não nasce na sua propriedade. Esse parecer técnico é a base para obrigar legalmente o vizinho a dar acesso.
Geralmente, o seguro do prédio lesado recusa o pagamento direto da reparação da canalização, mas pode cobrir a pintura e os danos próprios ativando a responsabilidade civil do seguro do edifício vizinho (o causador do sinistro).
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