Realizámos uma Pesquisa de Avarias no Chiado, Lisboa para investigar os danos por água que afetam a fração do rés-do-chão. Como as zonas danificadas se encontram diretamente sob o terraço da fração 1.º Esquerdo, considerámos inicialmente a possibilidade de existirem falhas no sistema de impermeabilização.
Embora o terraço tenha sido recentemente intervencionado, a presença de infiltrações justificou uma análise técnica detalhada. Como não foi possível aceder à fração do rés-do-chão, concentrámos a investigação no terraço situado imediatamente acima das zonas afetadas.
Primeiro, analisámos as pendentes do pavimento e o respetivo encaminhamento para os pontos de drenagem. Durante a inspeção, verificámos várias zonas praticamente niveladas, além de pontos onde a inclinação conduz a água no sentido contrário ao escoamento.
Por outro lado, identificámos pendentes insuficientes para garantir uma evacuação rápida das águas pluviais. Consequentemente, a água pode permanecer acumulada sobre o pavimento e exercer uma solicitação prolongada sobre as camadas inferiores.
Assim, a análise inicial revelou condições desfavoráveis para a durabilidade do sistema. Além disso, a acumulação de água pode acelerar a degradação das juntas, das argamassas e da impermeabilização existente.
De seguida, realizámos um ensaio de percussão no pavimento cerâmico e nos rodapés do terraço. Este método permite identificar zonas com perda de aderência através da análise do som produzido durante a percussão controlada.
Durante o ensaio, várias peças do pavimento apresentaram som oco. Do mesmo modo, encontrámos diversos pontos com o mesmo comportamento nos rodapés, indicando possíveis falhas de aderência ao suporte.
Para compreender melhor esta situação, analisámos um dos rodapés localizado na parede terminal do terraço. Verificámos que a peça não apresentava material de colagem em toda a sua área de contacto com a parede.
Além disso, observámos espaços vazios entre o rodapé e o suporte. Também não encontrámos evidências de uma aplicação uniforme do adesivo pelo método de dupla colagem.
Consequentemente, estes vazios podem permitir a entrada e retenção de água atrás do revestimento. Com o passar do tempo, essa humidade pode provocar a degradação da argamassa e favorecer o destacamento das peças cerâmicas.
Por isso, a Pesquisa de Avarias no Chiado, Lisboa identificou não apenas problemas relacionados com a impermeabilização, mas também deficiências relevantes na execução do revestimento exterior.
Posteriormente, analisámos uma zona do terraço junto à escada de acesso. Nesse local, encontrámos um espaçamento entre o rodapé cerâmico e a escada, permitindo introduzir uma espátula de teste.
Para observar o interior dessa abertura, utilizámos uma microcâmara de inspeção. A análise revelou a ausência de um sistema de impermeabilização contínuo no tardoz do rodapé.
Esta descontinuidade permite que a água alcance diretamente a interface entre o pavimento e o elemento vertical. Além disso, a falta de um remate adequado aumenta o risco de infiltração por capilaridade e pela acumulação de água junto à parede.
De seguida, verificámos os pontos de fixação do guarda-corpos. As bases metálicas não apresentam uma selagem eficaz junto à laje e existem espaçamentos em alguns pontos de contacto.
Também identificámos uma deficiência significativa na ligação entre a laje vertical do terraço e a cobertura em painel sandwich pertencente à fração do rés-do-chão. O selante existente apresenta perda de aderência e várias descontinuidades.
Assim, existem vários pontos singulares que podem contribuir para a entrada de água. Por conseguinte, a Pesquisa de Avarias no Chiado, Lisboa revelou falhas concentradas nos remates verticais, nos pontos de fixação e nas interfaces entre diferentes materiais.
Com base nos ensaios realizados, concluímos que o terraço apresenta diversas deficiências capazes de comprometer a sua estanquidade.
Em primeiro lugar, as pendentes do pavimento revelam-se inadequadas. Encontrámos zonas praticamente horizontais e outras com inclinação desfavorável. Consequentemente, a água pode ficar retida durante períodos prolongados após a chuva.
Em segundo lugar, o ensaio de percussão revelou perda de aderência em várias peças cerâmicas e nos rodapés. Além disso, a inspeção direta confirmou a existência de vazios e falhas na aplicação do material de colagem.
Em terceiro lugar, verificámos a ausência de impermeabilização contínua no tardoz de um rodapé. Esta deficiência permite que a água alcance diretamente as camadas inferiores do sistema construtivo.
Por outro lado, os pontos de fixação do guarda-corpos também apresentam falhas de selagem. Ao mesmo tempo, a ligação entre o terraço e a cobertura em painel sandwich apresenta um selante degradado.
Assim, não estamos perante uma única anomalia. Pelo contrário, a situação resulta da combinação entre pendentes inadequadas, falhas de aderência, descontinuidades da impermeabilização e deficiências nos remates.
Por conseguinte, a Pesquisa de Avarias no Chiado, Lisboa aponta para a necessidade de uma intervenção de fundo no terraço, sobretudo nas zonas onde a água pode permanecer acumulada ou alcançar diretamente o suporte.
Para corrigir as patologias identificadas, recomendamos inicialmente o levantamento do pavimento cerâmico e dos rodapés existentes nas zonas afetadas. Além disso, deverá ser removida a colagem degradada e avaliada a continuidade da impermeabilização.
De seguida, será necessário regularizar o suporte e corrigir as pendentes. O novo sistema deverá garantir um escoamento contínuo para os pontos de drenagem, evitando depressões e zonas de retenção.
Posteriormente, deverá ser executada uma impermeabilização contínua sobre um suporte devidamente preparado. O sistema deverá manter continuidade nos elementos verticais, incluindo paredes, muretes e escadas.
Também recomendamos o tratamento dos pontos de fixação do guarda-corpos. Cada elemento deverá receber uma selagem adequada antes da aplicação do acabamento final.
Na ligação entre o terraço e a cobertura em painel sandwich, será necessário remover o selante degradado e executar um novo remate compatível com os materiais existentes.
Depois da impermeabilização, o novo revestimento cerâmico deverá ser aplicado com um adesivo adequado à utilização exterior e com cobertura correta da interface de colagem. Do mesmo modo, os rodapés deverão ficar devidamente aderidos e selados.
Por fim, recomendamos uma verificação técnica após a conclusão dos trabalhos. Assim, a Pesquisa de Avarias no Chiado, Lisboa não termina apenas com a identificação das patologias, mas também com a correção dos pontos críticos e a validação da estanquidade do sistema.
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A Fermorel realiza diagnósticos precisos com ensaio de percussão e microcâmara de inspeção, identificando falhas de pendentes, colagem e impermeabilização vertical. Relatório técnico certificado para seguros e condomínios.
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A análise geométrica do pavimento permite identificar zonas niveladas ou com desníveis orientados no sentido oposto aos pontos de drenagem. Neste caso no Chiado, confirmou-se pendente praticamente nula em vários pontos do terraço. Deste modo, comprovou-se uma desconformidade grave face às normas do LNEC.
O som oco emitido durante a percussão indica perda de aderência entre a peça cerâmica e o suporte de colagem. Neste caso no Chiado, um número significativo de peças e rodapés apresentava este comportamento acústico. Complementarmente, confirmou-se a ausência da técnica de dupla colagem exigida pela NP EN 12004.
A ITE 34 do LNEC exige que a impermeabilização suba pelo menos 15 cm acima do pavimento acabado, criando uma bacia estanque. Neste caso no Chiado, a microcâmara confirmou a ausência total de impermeabilização no tardoz de um rodapé. Por conseguinte, esta falha permitia a infiltração direta na interface entre pavimento e paramento vertical.
Não necessariamente, pois falhas de execução como pendentes incorretas ou colagem deficiente podem comprometer todo o sistema. Neste caso no Chiado, o terraço tinha sido intervencionado recentemente, mas apresentava múltiplas desconformidades técnicas. Como resultado, as infiltrações continuaram a afetar a fração inferior.
O relatório técnico documenta o nexo de causalidade entre as anomalias no terraço e os danos na fração afetada, com recomendações estruturadas. Neste caso no Chiado, o documento serviu de base para planear a reabilitação completa do terraço. Desta forma, garante-se total transparência técnica perante condóminos e seguradoras.
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