Realizámos uma Pesquisa de Avarias no Montijo com o objetivo de identificar a origem dos danos por água que afetam um quarto no primeiro andar, a zona das escadas e o teto da sala no rés do chão da moradia.
Segundo o responsável pelo imóvel, os episódios de infiltração surgem principalmente durante períodos de precipitação intensa. Nesses momentos, a água aparece no pavimento do quarto e depois escorre em direção à zona das escadas.
Iniciámos a investigação pelo quarto do primeiro andar. Para avaliar o estado do suporte, utilizámos um scan de humidade e um leitor de humidade de superfície. Em ambos os ensaios, a placa de betão exposta apresentou valores dentro da normalidade.
Também analisámos a parede lateral do quarto, junto à empena da moradia. Novamente, as leituras mantiveram-se dentro dos parâmetros esperados para o material. Assim, verificámos que a infiltração não se encontrava ativa no momento da vistoria.
Como a ocorrência depende das condições meteorológicas, estes resultados são compatíveis com um processo de secagem após os períodos de chuva. Por isso, prosseguimos a Pesquisa de Avarias no Montijo através da análise da envolvente exterior e, em particular, da varanda situada junto ao quarto afetado.
Na cobertura e na empena lateral da moradia não encontrámos anomalias visuais relevantes. No entanto, a varanda do quarto apresentava uma configuração que mereceu atenção especial.
Verificámos que o perfil inferior da caixilharia se encontra a uma cota inferior à do pavimento exterior. Desta forma, criou-se uma zona rebaixada junto ao vão, semelhante a uma pequena calha, mas sem qualquer sistema de drenagem específico.
O responsável pelo imóvel já tinha realizado uma intervenção para aumentar o desnível do pavimento. Na maior parte da varanda, a pendente aproximou-se dos 2%, permitindo encaminhar a água para longe da fachada. Contudo, junto à caixilharia permanece uma configuração desfavorável, porque o perfil continua abaixo da cota do pavimento.
De acordo com as boas práticas construtivas, uma solução deste tipo necessita de uma drenagem integrada ou de uma barreira física adequada entre o exterior e o interior. Caso contrário, a água acumulada pode atingir diretamente o perfil da caixilharia e procurar caminhos para o interior da construção.
A análise da Pesquisa de Avarias no Montijo mostrou ainda outros pontos vulneráveis. Identificámos destacamento da pintura, descolamento da rede de fibra de vidro associada ao sistema ETICS e fissuras junto à iluminação de encastre. Numa destas zonas, a abertura permitia introduzir uma espátula de teste, confirmando a perda de integridade do revestimento.
Depois de identificarmos a configuração desfavorável da varanda, realizámos um teste de carga para verificar o comportamento da água no ponto crítico. Aplicámos água diretamente na zona onde a pendente apresentava um valor inferior ao restante pavimento.
Durante o ensaio, a água dirigiu-se rapidamente para a zona rebaixada junto ao perfil da caixilharia. Em seguida, desapareceu pelo interior da estrutura. Este comportamento indicou que existia uma via de passagem entre o pavimento exterior e os elementos construtivos da moradia.
Poucos minutos depois, observámos a manifestação da água no interior do imóvel. O fenómeno surgiu no quarto do primeiro andar, avançou para a zona das escadas e atingiu o teto da sala no rés do chão.
Este resultado confirmou a correspondência entre o ponto de entrada localizado na varanda e os danos anteriormente reportados. Além disso, o ensaio permitiu afastar uma origem exclusivamente associada ao pavimento interior ou às canalizações da habitação.
Assim, a Pesquisa de Avarias no Montijo permitiu validar através de um ensaio prático a principal hipótese levantada durante a inspeção. A água proveniente da precipitação entra junto à caixilharia, atravessa a zona construtiva e manifesta-se posteriormente nos compartimentos inferiores.
A análise global permitiu identificar uma causa principal e vários fatores que agravam a entrada de água. Em primeiro lugar, o perfil inferior da caixilharia encontra-se abaixo da cota do pavimento exterior. Sem um sistema de drenagem associado, esta configuração cria um ponto de retenção junto ao vão.
Além disso, embora a maior parte da varanda apresente uma pendente próxima dos 2%, existe uma zona localizada com inclinação inferior. Consequentemente, a água pode concentrar-se junto ao perfil da caixilharia durante períodos de precipitação intensa.
Também encontramos falhas no revestimento exterior da varanda. A pintura apresenta destacamentos e a rede de fibra de vidro encontra-se descolada do suporte em determinados pontos. Por outro lado, as fissuras existentes junto à iluminação de encastre criam descontinuidades no sistema de proteção exterior.
Durante a Pesquisa de Avarias no Montijo, os ensaios de humidade realizados no quarto e na placa de betão não revelaram valores elevados. No entanto, esse resultado não elimina a patologia, porque a ocorrência manifesta-se de forma intermitente e está diretamente relacionada com a precipitação.
Por fim, o teste de carga forneceu a confirmação mais relevante. A água aplicada na zona crítica da varanda reproduziu o percurso da infiltração e provocou manifestações nos mesmos ambientes indicados pelo responsável. Deste modo, ficou estabelecida a relação entre a configuração da varanda e os danos existentes no interior da moradia.
Com base nos resultados obtidos na Pesquisa de Avarias no Montijo, recomendamos começar pela correção do encontro entre a caixilharia e o pavimento exterior. O perfil inferior não deve permanecer numa zona rebaixada sem drenagem capaz de receber e encaminhar a água acumulada.
De seguida, deverá ser corrigida a pendente localizada junto à caixilharia, garantindo um escoamento contínuo para o exterior. Sempre que a geometria do vão não permita criar um ressalto suficiente, deverá ser estudada uma solução de drenagem linear devidamente integrada.
Também recomendamos a reparação do sistema exterior da varanda. As zonas de pintura destacada e a rede de fibra de vidro descolada deverão ser removidas e reconstruídas com materiais compatíveis com o sistema existente. Além disso, as fissuras junto à iluminação de encastre deverão receber tratamento adequado e uma selagem tecnicamente compatível.
Depois de corrigidas estas anomalias, será importante repetir um ensaio de água para confirmar a estanquidade da intervenção. Só após essa validação deverá avançar a recuperação dos revestimentos interiores afetados.
Por fim, os tetos e paredes que sofreram infiltrações deverão permanecer em secagem até apresentarem níveis de humidade adequados. Dessa forma, a reparação final da pintura e dos revestimentos poderá ser executada sobre suportes estabilizados, reduzindo o risco de reaparecimento das patologias.
Na Fermorel, eliminamos a incerteza. Utilizamos tecnologia de diagnóstico avançado para localizar fugas e infiltrações sem partir paredes ou pavimentos.
A Fermorel realiza diagnósticos precisos com scan de humidade e teste de carga de água, identificando falhas na cota de caixilharias e pendentes de varandas. Relatório técnico certificado para seguros e condomínios.
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Um teste de carga de água simula as condições de chuva intensa, aplicando água diretamente no ponto suspeito para observar o percurso da infiltração. Neste caso no Montijo, este ensaio confirmou que a água escoava para a caixilharia rebaixada e surgia minutos depois no interior. Deste modo, validou-se de forma inequívoca a causa raiz do problema.
Sem um canal de drenagem adequado, o perfil rebaixado funciona como uma barragem que retém a água da chuva acumulada. Neste caso no Montijo, esta configuração anulava a estanquidade certificada pelo fabricante segundo a NP EN 14351-1. Complementarmente, esta falha contraria diretamente as diretrizes técnicas do LNEC.
Não necessariamente, pois basta um único ponto com pendente inferior para criar uma zona de acumulação e infiltração. Neste caso no Montijo, apesar de a maioria da varanda ter 2% de pendente, um ponto específico junto à caixilharia não atingia esse valor. Por conseguinte, foi exatamente nesse ponto que a água encontrou caminho para o interior.
Sim, o descolamento da rede de fibra de vidro e fissuras no revestimento criam vias adicionais de entrada de água. Neste caso no Montijo, identificaram-se estas anomalias junto à iluminação de encastre da varanda. Como resultado, recomendou-se a reparação completa do sistema de revestimento exterior.
O relatório técnico documenta o teste de carga e todas as evidências que comprovam a causa exata da infiltração. Neste caso no Montijo, o documento sustentou as recomendações de correção da cota da caixilharia e das pendentes. Desta forma, garante-se total transparência técnica perante o proprietário e eventuais seguradoras.
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