Realizámos uma pesquisa de avaria não destrutiva em Carregado com o objetivo de identificar danos provocados por água que estavam a afetar a fração do 6.º andar de um edifício residencial. A fração em Carregado, localizada em zona de águas-furtadas, possui contacto direto com a fachada e também com a cobertura, situação que aumenta significativamente o risco de infiltrações provenientes da chuva e de falhas de impermeabilização.
Numa primeira fase da inspeção em Carregado, iniciámos a verificação dos níveis de humidade nas paredes da sala junto às mansardas. Para esse efeito utilizámos um scan de humidade, equipamento capaz de identificar concentrações de água em diversos materiais até cerca de 10 cm de profundidade. Além disso, procedemos também à análise visual detalhada das superfícies afetadas.
Durante as leituras horizontais, identificámos níveis elevados de humidade junto à caleira de uma das mansardas. Nesse ponto observaram-se sinais evidentes de degradação, incluindo empolamento da pintura, alteração da coloração original e desgaste progressivo dos acabamentos. Posteriormente, realizámos leituras verticais desde a caleira até ao pavimento. Os níveis de humidade diminuíam gradualmente em direção ao chão, o que indicava claramente que a origem da infiltração estava localizada na zona superior da mansarda.
Nos restantes pontos da parede da fração em Carregado, os valores registados variavam entre níveis baixos e moderados de humidade. Contudo, em áreas de difícil acesso, foi necessário utilizar um leitor de humidade de superfície, permitindo confirmar a presença de humidade residual em diferentes elementos construtivos. Além disso, verificámos que algumas zonas próximas do pavimento apresentavam leituras moderadas, sugerindo a propagação de humidade para áreas adjacentes.
Após a avaliação inicial em Carregado, realizámos uma inspeção termográfica através de uma câmara térmica de alta precisão. Este procedimento permitiu identificar diferenças térmicas na parede das mansardas em contacto com a fachada frontal do edifício. Como resultado, foi possível detetar uma anomalia térmica precisamente na zona da caleira onde os danos por água eram visíveis.
Adicionalmente, a análise térmica revelou novas anomalias próximas do pavimento, junto a uma tomada elétrica e também noutras zonas da parede. Estas diferenças de temperatura indicavam a presença de humidade no interior dos elementos construtivos da fração em Carregado. Por esse motivo, tornou-se evidente que existiam múltiplos pontos vulneráveis à entrada de água.
Depois da análise interior, procedemos a uma inspeção exterior detalhada. Verificámos que as pedras das cantarias das mansardas apresentavam falhas de isolamento nas juntas entre as peças. Além disso, observámos que a caleira metálica em chapa galvanizada possuía uma ligação deficiente com a tela betuminosa aplicada nas laterais das mansardas.
Na prática, a tela de impermeabilização não estava corretamente selada à caleira metálica. Em vários pontos era visível a existência de espaços abertos entre os materiais. Consequentemente, a água proveniente das telhas tipo lusa era direcionada diretamente para essas zonas frágeis, aumentando significativamente o risco de infiltrações no interior da cobertura da fração na Pesquisa de Avarias em Carregado.
Além disso, identificámos uma fissura na parte inferior da caleira em chapa galvanizada. Dependendo da intensidade da chuva e da direção do vento, esta fissura pode permitir a entrada direta de água no interior da construção. Assim, a degradação da caleira representa um fator relevante para os danos observados no imóvel na Pesquisa de Avarias em Carregado.
Durante a continuação da inspeção em Carregado, analisámos também vários elementos instalados na fachada do edifício. Entre eles encontrava-se uma tomada exterior que apresentava degradação evidente no isolamento entre o equipamento e a parede. Além disso, verificámos que as luminárias exteriores tinham sido seladas com um produto incolor inadequado para utilização prolongada em ambientes exteriores.
Este tipo de selante possui baixa resistência aos raios UV e, por esse motivo, degrada-se rapidamente quando exposto às condições climatéricas. Na fração em Carregado, o material já apresentava envelhecimento avançado, fissuras e perda de aderência. Consequentemente, tornou-se necessária a substituição integral dos selantes aplicados.
Também analisámos as uniões entre os perfis das caixilharias e as pedras das cantarias. Foram identificados vários pontos com falhas de vedação, permitindo a entrada de água da chuva para o interior das paredes. Além disso, as fissuras observadas na fachada agravavam ainda mais o risco de infiltrações.
Com o apoio de um drone, realizámos uma inspeção aérea detalhada da fachada do edifício na Pesquisa de Avarias em Carregado. Esta análise permitiu identificar diversas fissuras distribuídas ao longo das paredes exteriores, principalmente nas zonas envolventes da fração do 6.º andar. Algumas destas fissuras apresentavam potencial elevado para absorção de água durante períodos de precipitação intensa.
Além das patologias na fachada, verificámos igualmente problemas nos remates exteriores das mansardas. Em determinados pontos, as soluções construtivas aplicadas não garantiam proteção adequada contra a infiltração de água. Por conseguinte, a água conseguia penetrar progressivamente nos elementos construtivos da fração na Pesquisa de Avarias em Carregado.
Prosseguindo a pesquisa de avaria em Carregado, realizámos uma análise detalhada do pavimento da varanda da fração do 6.º andar. Para esse efeito utilizámos um martelo de ensaio, equipamento que permite identificar áreas ocas sob o revestimento cerâmico através da análise sonora do impacto.
Nas extremidades do pavimento da varanda os sons obtidos eram compatíveis com um assentamento adequado da cerâmica. Contudo, na zona central da varanda da fração em Carregado, o ensaio revelou um som oco. Este comportamento indica a existência de descolamento das peças cerâmicas ou falhas internas no sistema de aplicação.
Adicionalmente, observámos fissuras nos rodapés e falta de betume em diferentes zonas do revestimento. Estas falhas permitem o acumular de água da chuva e favorecem a infiltração de humidade para o interior da estrutura. Além disso, numa das calheiras próximas da mansarda verificámos uma membrana líquida fibrada com bolhas e perfurações, sinais típicos da presença de humidade sob o sistema impermeabilizante.
O proprietário da fração em Carregado relatou igualmente a existência de gotejamento constante num compartimento durante os dias de chuva. Assim, deslocámo-nos à cobertura para analisar a zona correspondente. Durante a inspeção verificámos que as telhas estavam totalmente encostadas ao murete, impossibilitando a correta visualização e drenagem da calheira.
Este tipo de instalação é incorreto, porque a água da chuva pode embater no murete e regressar para o interior da cobertura, fenómeno conhecido como efeito de retorno. Consequentemente, esta situação aumenta significativamente o risco de infiltrações no interior da fração em Carregado.
Concluímos que os danos observados na fração do 6.º andar em Carregado possuem múltiplas origens relacionadas com falhas de impermeabilização, degradação dos materiais exteriores e erros construtivos. Além disso, identificámos diversos pontos vulneráveis que, embora ainda não apresentem danos severos, devem ser intervencionados preventivamente para evitar agravamentos futuros.
Na sequência da pesquisa de avaria em Carregado, recomendamos a execução de um isolamento adequado entre a tela betuminosa lateral das mansardas e as calheiras metálicas em chapa galvanizada. Esta ligação deve garantir flexibilidade, resistência às intempéries e proteção eficaz contra os raios UV.
Além disso, recomendamos a reparação integral das fissuras existentes na fachada e nas paredes exteriores da fração em Carregado. Também deverá ser aplicado um selante apropriado para exteriores nas uniões das cantarias, nos perfis das caixilharias e nos equipamentos instalados na fachada.
Relativamente ao pavimento da varanda, deverá ser efetuada a substituição do betume degradado e o preenchimento das cavidades existentes nos rodapés. Por outro lado, a membrana líquida fibrada danificada deverá ser reparada rapidamente para impedir a propagação da humidade para outras zonas da cobertura.
Finalmente, recomendamos a criação de um afastamento mínimo de 50 mm entre as telhas tipo lusa e o murete da cobertura. Desta forma, a água das chuvas poderá escoar corretamente para a calheira, reduzindo significativamente o risco de infiltrações futuras na fração localizada em Carregado.
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Trata-se de uma fração localizada no último piso do edifício, em contacto simultâneo com a fachada, as mansardas e a cobertura. Por esse motivo, está exposta a múltiplos pontos de entrada de água que as frações dos pisos inferiores não têm. Neste caso em Carregado, foram identificadas anomalias na caleira das mansardas, na fachada e na varanda, todas a contribuir para os danos interiores.
Ocorre quando as telhas estão encostadas ao murete sem qualquer afastamento, impedindo o escoamento correto da água para a calheira. Desta forma, em episódios de chuva intensa, a água acumula-se e é forçada para o interior da cobertura por efeito de retorno. Neste caso em Carregado, recomendou-se a criação de um afastamento mínimo de 50 mm entre as telhas e o murete para eliminar este risco.
Porque não apresenta resistência adequada à exposição prolongada aos raios UV, degradando-se rapidamente e perdendo a capacidade de vedação. De acordo com a recomendação da maioria dos fabricantes, devem ser utilizados selantes específicos para exterior, com elevada resistência às intempéries e às dilatações. Neste estudo de caso em Carregado, o selante incolor aplicado junto às luminárias da fachada apresentava já degradação avançada.
Indica que as peças cerâmicas não estão devidamente aderidas ao suporte, o que pode resultar do descolamento progressivo causado pela presença de humidade. Com o passar do tempo, esta situação agrava-se e as peças podem desprender-se, expondo a camada de impermeabilização e facilitando a entrada de água. Neste caso em Carregado, o ensaio com martelo de teste identificou som oco na zona central da varanda, recomendando-se intervenção preventiva.
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