Realizámos uma Pesquisa de Avarias em Vila Franca de Xira com o objetivo de identificar a origem dos danos por água que afetam dois ambientes da fração, na sequência de uma intervenção recente na marquise.
Segundo os responsáveis, a marquise apresentava inicialmente problemas de condensação. Por esse motivo, contrataram uma empresa para executar trabalhos de correção. A intervenção incluiu a aplicação de placas de gesso cartonado, pintura e substituição da pedra de cantaria, depois de terem sido identificadas fissuras. Para realizar estes trabalhos, a caixilharia foi removida e posteriormente reinstalada.
No entanto, após a reinstalação da caixilharia surgiu uma nova patologia. Além das anteriores questões de condensação, começaram a aparecer infiltrações de água durante períodos de chuva. Assim, decidimos concentrar a análise na caixilharia, na cantaria e nas ligações entre estes elementos.
Na inspeção visual encontrámos diferentes tipos de vedante aplicados em zonas distintas da caixilharia. Também observámos perfurações mecânicas nos perfis. Estes trabalhos levantam dúvidas quanto à correta montagem do sistema e justificaram uma análise detalhada das ligações entre a caixilharia e a fachada.
Na ligação entre o perfil da caixilharia e a pedra de cantaria identificámos falhas no vedante. Em vários pontos ficaram visíveis espaços onde o material não aderia totalmente ao suporte. Entretanto, na zona interior da marquise, o revestimento em gesso cartonado apresentava manchas e empolamentos. Como a parede original ficou escondida pelo novo revestimento, recorremos a outros meios de diagnóstico para localizar as vias de entrada de água.
Como a fração se encontra no 10.º andar, complementámos a Pesquisa de Avarias em Vila Franca de Xira com uma inspeção aérea através de drone equipado com uma câmara de alta precisão. Desta forma, conseguimos observar zonas da fachada que não eram acessíveis a partir do interior.
Na área correspondente à fração 10B verificámos que a nova pedra de cantaria não recebeu uma vedação eficaz na ligação com a parede da fachada. Consequentemente, ficou uma interface vulnerável entre os dois elementos, permitindo a entrada de água da chuva.
Mais acima, junto ao perfil superior da caixilharia, encontrámos o principal ponto crítico. O vedante apresentava uma aplicação irregular e descontínua. Em vários locais não existia qualquer contacto entre o material e o perfil. Noutros pontos, o vedante tocava na caixilharia, mas não estabelecia ligação com a parede exterior. Portanto, ficaram aberturas capazes de facilitar a entrada de águas pluviais.
Além disso, identificámos uma fissura imediatamente acima da caixilharia e outras zonas com aplicação irregular de vedantes. Estes elementos reforçam a necessidade de corrigir toda a envolvente do vão, em vez de executar apenas pequenos remendos.
Durante a inspeção aérea observámos ainda que a nova pedra de cantaria não ficou devidamente integrada com o sistema de vedação existente. Assim, a combinação entre fissuras, falhas de selagem e interfaces mal executadas aumenta a vulnerabilidade da marquise perante chuva e vento.
Depois de localizarmos os principais pontos de entrada de água, prosseguimos a Pesquisa de Avarias em Vila Franca de Xira com uma análise termográfica. O objetivo consistiu em perceber se os trabalhos realizados na marquise tinham também resolvido o problema térmico anteriormente identificado.
Na parede situada por baixo da caixilharia encontrámos uma placa de gesso cartonado aplicada com o objetivo aparente de melhorar o comportamento térmico. Contudo, a placa horizontal não ficou devidamente sobreposta à pedra de cantaria. Em vez disso, encontra-se apenas encostada à face da pedra, que recebeu pintura pelo interior.
Com a câmara térmica de alta precisão identificámos uma diferença de comportamento térmico nessa zona. O resultado revela a existência de uma ponte térmica, capaz de favorecer a formação de condensação quando a temperatura superficial desce e existe humidade suficiente no ambiente interior.
Além disso, numa zona lateral que não recebeu o revestimento em gesso cartonado encontrámos uma ponte térmica ainda mais marcada. Assim, apesar da intervenção anterior, a marquise continua a apresentar pontos com comportamento térmico desfavorável.
Por outro lado, os danos visíveis no gesso cartonado mostram que a intervenção recente passou a conviver com uma segunda patologia: a entrada de água da chuva. Portanto, torna-se necessário separar as duas causas durante a reparação, corrigindo primeiro a estanquidade exterior e, depois, os elementos térmicos e acabamentos interiores afetados.
A análise conjunta dos elementos permitiu identificar duas patologias na marquise. Por um lado, existem infiltrações de águas pluviais associadas principalmente à deficiente execução das selagens da caixilharia e das interfaces com a cantaria. Por outro, permanecem pontes térmicas que podem favorecer fenómenos de condensação.
Na zona exterior, verificámos que a nova pedra de cantaria não recebeu uma selagem adequada na ligação à fachada. Além disso, o perfil superior da caixilharia apresenta uma vedação irregular, com falhas de continuidade e espaços entre o vedante, o perfil e a parede. Durante a inspeção encontrámos ainda fissuras na fachada e outros pontos onde a proteção exterior não apresenta continuidade.
Também identificámos perfurações mecânicas executadas nos perfis da caixilharia. Como estas perfurações podem interferir com o funcionamento interno dos perfis, a sua presença merece uma avaliação técnica especializada antes de qualquer tentativa de reparação localizada.
Na parte interior, o novo revestimento em gesso cartonado dificulta a observação direta da parede original. Ainda assim, as manchas e o empolamento do acabamento confirmam que a água alcançou esta zona. Por isso, a reparação não deverá limitar-se à substituição da pintura ou das placas afetadas.
Assim, a Pesquisa de Avarias em Vila Franca de Xira aponta para uma intervenção integrada. Primeiro, será necessário eliminar as entradas de água pela envolvente exterior. Depois, deverá corrigir-se o isolamento térmico e, finalmente, recuperar os acabamentos interiores que sofreram saturação.
Com base nos resultados obtidos durante a Pesquisa de Avarias em Vila Franca de Xira, recomendamos começar pela caixilharia. Considerando as perfurações observadas nos perfis e as dúvidas existentes quanto à montagem, deverá avaliar-se tecnicamente a possibilidade de reparação. Caso a integridade dos perfis tenha ficado comprometida, poderá justificar-se a substituição do sistema por uma caixilharia adequada e com corte térmico.
Na fachada exterior, será necessário remover os vedantes degradados e executar uma nova selagem contínua entre a caixilharia, a cantaria e o revestimento da fachada. Esta intervenção deve incluir a ligação entre a nova pedra de cantaria e a parede exterior, bem como o tratamento da fissura localizada acima do vão.
Além disso, recomendamos corrigir todos os pontos onde a água possa entrar através da fachada. Para esse efeito, será necessário preparar corretamente os suportes e utilizar selantes elastoméricos compatíveis com os diferentes materiais e adequados à exposição exterior.
No interior da marquise, depois de garantir a estanquidade exterior, deverá substituir-se o gesso cartonado afetado pela humidade. Antes da pintura final, recomendamos tratamento fungicida e confirmação da secagem dos suportes. Paralelamente, deverá corrigir-se a ponte térmica identificada junto à cantaria e reforçar o isolamento na zona lateral que permaneceu sem tratamento.
Por fim, a solução deverá considerar conjuntamente a entrada de água e o comportamento térmico da marquise. Só depois de eliminar a origem das infiltrações e corrigir os pontos de maior transmissão térmica será possível recuperar os revestimentos interiores com maior segurança e durabilidade.
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A Fermorel realiza diagnósticos precisos com drone e câmara térmica de alta precisão, identificando erros de vedação e pontes térmicas em caixilharias e fachadas. Relatório técnico certificado para seguros e condomínios.
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Um drone equipado com câmara de alta precisão permite examinar detalhadamente vedantes e juntas em fachadas de difícil acesso. Neste caso em Vila Franca de Xira, esta técnica foi essencial para inspecionar a fachada do 10.º andar. Deste modo, identificaram-se pontos exatos de falha na vedação sem necessidade de meios de elevação.
Não, quando as perfurações atingem as câmaras internas e canais de drenagem, comprometem definitivamente a estanquidade do sistema. Neste caso em Vila Franca de Xira, as perfurações identificadas inviabilizaram qualquer reparação localizada. Complementarmente, recomendou-se a substituição integral da caixilharia.
A câmara térmica revela padrões de temperatura distintos, permitindo separar zonas de infiltração ativa das zonas com perda de isolamento. Neste caso em Vila Franca de Xira, confirmaram-se duas patologias distintas e simultâneas na mesma marquise. Por conseguinte, cada uma exigiu uma solução técnica diferente.
A ausência de vedação nesta junção cria um ponto de fragilidade que favorece a infiltração direta de águas pluviais. Neste caso em Vila Franca de Xira, confirmou-se que esta vedação não tinha sido executada na nova pedra instalada. Como resultado, esta falha tornou-se uma das principais vias de entrada de água.
O relatório técnico documenta os erros de execução identificados e o nexo de causalidade entre a intervenção recente e as novas patologias. Neste caso em Vila Franca de Xira, o documento serviu de base para exigir correção junto da empresa responsável pela obra. Desta forma, garante-se total transparência técnica perante seguradoras e condóminos.
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