A Peritagem Técnica em Almada teve início após várias reclamações relacionadas com danos provocados pela presença de água em diferentes frações do edifício. Perante a repetição das anomalias, a nossa equipa realizou uma pesquisa de avarias não destrutiva para identificar a origem das infiltrações e compreender o percurso da água no interior da construção.
Numa primeira fase, a investigação incidiu sobre as frações 3.º B, 4.º B, 4.º C, 5.º B e 5.º C. Esta metodologia permitiu comparar os danos existentes em diferentes pisos e analisar o comportamento da humidade ao longo da prumada de águas pluviais.
A inspeção começou pela fração 3.º B, onde os danos eram visíveis na zona de transição entre a cozinha e a marquise, precisamente junto à parede onde se desenvolve o tubo de algeroz.
Durante a análise visual, observámos empolamento da pintura, degradação acentuada do estuque e alteração da coloração original dos revestimentos. Além disso, os danos concentravam-se na coluna estrutural e no teto adjacente, evidenciando uma anomalia ativa naquela zona.
Em seguida, efetuámos medições com um scanner de humidade, equipamento capaz de identificar humidade no interior de diversos materiais até aproximadamente 10 centímetros de profundidade.
As leituras registaram valores extremamente elevados junto à coluna afetada. À medida que o equipamento era deslocado para zonas mais afastadas, os níveis diminuíam gradualmente. Este comportamento indicava uma concentração de humidade localizada.
Posteriormente, realizámos uma inspeção termográfica com uma câmara térmica de alta precisão. As imagens revelaram diferenças de temperatura compatíveis com humidade ativa na parede e no teto da área analisada.
Perante estes resultados, tornou-se necessário alargar a investigação às frações superiores. Deste modo, a Peritagem Técnica em Almada prosseguiu para verificar se existia continuidade das anomalias ao longo da prumada de águas pluviais e localizar a verdadeira origem das infiltrações.
De seguida, a equipa deslocou-se à fração 4.º B, cuja cozinha mantém a configuração original e permanece separada da varanda. A avaliação incidiu na parede correspondente ao percurso do tubo de algeroz e nas zonas envolventes.
Inicialmente, a análise termográfica realizada na cozinha não revelou diferenças térmicas significativas. Contudo, a inspeção efetuada na varanda identificou anomalias térmicas junto ao teto, sugerindo a presença de humidade localizada.
Em complemento, realizámos medições com o scanner de humidade. Na cozinha, os valores permaneceram dentro dos parâmetros normais. Por outro lado, a varanda apresentou níveis de humidade entre moderados e baixos na zona do teto.
Relativamente às paredes, o equipamento registou algumas variações. No entanto, importa referir que o revestimento em tela de alumínio podia influenciar o funcionamento do scanner e condicionar a fiabilidade das leituras obtidas.
Posteriormente, prosseguimos para a fração 4.º C, onde a zona afetada corresponde a um quarto localizado junto à cozinha da fração 4.º B.
As medições efetuadas com o scanner de humidade revelaram valores extremamente elevados na zona do teto. À medida que o equipamento era deslocado em direção ao pavimento, os níveis diminuíam progressivamente, formando um gradiente descendente típico de infiltrações provenientes de pisos superiores.
Entretanto, a investigação prosseguiu na fração 5.º B, apesar de não existirem reclamações de danos por água. A proximidade desta fração às restantes áreas afetadas justificou uma inspeção preventiva.
A análise termográfica revelou diferenças de temperatura na parede da cozinha, junto ao percurso do tubo de algeroz. Além disso, o scanner de humidade identificou valores extremamente elevados a cerca de um metro acima do pavimento. As leituras mantiveram-se elevadas em direção ao piso e diminuíram gradualmente para o teto.
Por fim, avaliámos a fração 5.º C. Nesta divisão, as medições apresentaram um padrão muito semelhante ao observado na fração adjacente. A termografia confirmou igualmente a existência de anomalias térmicas na parede junto ao pavimento.
Consequentemente, a Peritagem Técnica em Almada demonstrou que todas as frações apresentavam um comportamento compatível com uma origem comum das infiltrações. Estas evidências justificaram a continuação da investigação na cobertura e no interior da prumada de águas pluviais.
Após a avaliação das diferentes frações, a equipa deslocou-se à cobertura do edifício para dar continuidade à Peritagem Técnica em Almada. Nesta fase, o objetivo consistiu em inspecionar o interior da prumada de águas pluviais e confirmar se a origem das infiltrações se encontrava no sistema de drenagem.
Inicialmente, introduzimos uma câmara de inspeção no tubo de algeroz. A vídeo-inspeção revelou que a água proveniente da caleira percorre um troço horizontal com cerca de um metro antes de entrar na prumada vertical.
Em seguida, prosseguimos a inspeção ao longo da tubagem. Aproximadamente 3,50 metros abaixo da cobertura, identificámos uma união que apresentava um material com aspeto orgânico na respetiva junta. Embora a inspeção não permitisse determinar a sua composição, registámos esta ocorrência para posterior análise técnica.
Posteriormente, continuámos a descida da câmara no interior da tubagem. Cerca de 5,50 metros abaixo da cobertura, observámos uma anomalia compatível com uma rotura na parede do tubo. Esta ocorrência foi identificada como Rotura A.
Perante esta descoberta, recorremos a uma segunda câmara equipada com tecnologia de localização por radiofrequência. O emissor permaneceu junto da rotura, enquanto o recetor foi deslocado pelas frações inferiores.
Deste modo, foi possível localizar com precisão o ponto correspondente na parede divisória entre as frações 5.º B e 5.º C, exatamente na zona onde anteriormente tinham sido registados elevados níveis de humidade.
Além disso, a utilização simultânea das duas câmaras aumentou a iluminação no interior da tubagem e permitiu observar com maior detalhe a dimensão da rotura existente.
Depois disso, a inspeção prosseguiu ao longo da prumada. A equipa identificou uma segunda anomalia superficial que não apresentava profundidade significativa nem sinais evidentes de fuga ativa. Ainda assim, esta situação ficou devidamente registada no relatório técnico para futura monitorização.
Por fim, a investigação continuou até cerca de oito metros abaixo da cobertura, onde surgiu uma nova anomalia com características muito semelhantes às anteriormente observadas, dando origem à identificação da Rotura B.
Com todos os elementos recolhidos, a Peritagem Técnica em Almada entrou na fase de interpretação dos resultados. A comparação entre as medições de humidade, a termografia e a vídeo-inspeção permitiu estabelecer uma relação direta entre os danos observados nas frações e as anomalias existentes na prumada de águas pluviais.
Em primeiro lugar, verificou-se que os níveis de humidade mais elevados coincidiam com a localização da Rotura A. As leituras efetuadas nas frações 5.º B e 5.º C apresentavam exatamente o mesmo comportamento identificado durante a localização por radiofrequência.
Além disso, a distribuição da humidade nas paredes demonstrava um padrão descendente, compatível com a propagação da água através dos elementos construtivos por ação da gravidade.
Paralelamente, a câmara termográfica identificou diferenças de temperatura nas mesmas zonas onde o scanner de humidade registou valores elevados. Esta correspondência reforçou a fiabilidade dos ensaios realizados e confirmou a existência de humidade ativa.
Ao mesmo tempo, a ausência de anomalias relevantes noutras zonas analisadas permitiu excluir a existência de múltiplas origens independentes para os danos observados nas diferentes frações.
Por outro lado, a identificação da Rotura B demonstrou que a prumada apresenta mais do que um ponto de perda de estanquidade. Esta situação favorece a fuga de águas pluviais para o interior da estrutura e contribui para a propagação da humidade ao longo do edifício.
Entretanto, a presença de material com aspeto orgânico numa das uniões da tubagem deverá ser objeto de verificação complementar. Embora a inspeção não tenha confirmado uma fuga ativa nesse local, esta anomalia poderá comprometer o correto funcionamento da rede de drenagem.
Consequentemente, todos os ensaios realizados apontaram para a mesma conclusão. As infiltrações resultam de falhas localizadas na prumada de águas pluviais e não de problemas isolados em cada fração. A integração das diferentes tecnologias permitiu confirmar a origem das patologias sem recorrer a métodos destrutivos, aumentando a fiabilidade da Peritagem Técnica em Almada.
Após a conclusão de todos os ensaios, a Peritagem Técnica em Almada permitiu identificar com elevado grau de rigor a origem das infiltrações que afetavam as frações 3.º B, 4.º B, 4.º C, 5.º B e 5.º C. A combinação de diferentes métodos de inspeção não destrutiva possibilitou localizar as anomalias existentes na prumada de águas pluviais e compreender a propagação da água no interior da estrutura do edifício.
Os ensaios realizados confirmaram que os danos observados nas paredes, tetos e revestimentos resultam da perda de estanquidade do tubo de algeroz. As leituras de humidade, a análise termográfica e a vídeo-inspeção apresentaram resultados consistentes, permitindo estabelecer uma ligação direta entre as patologias existentes nas frações e as anomalias detetadas na tubagem.
Além disso, a tecnologia de localização por radiofrequência confirmou que a Rotura A, localizada aproximadamente 5,50 metros abaixo da cobertura, corresponde exatamente à parede divisória entre as frações 5.º B e 5.º C. Esta rotura constitui um dos principais pontos de entrada de águas pluviais para o interior da estrutura.
Por outro lado, a investigação identificou uma segunda anomalia, designada Rotura B, localizada cerca de oito metros abaixo da cobertura. As características observadas indicam igualmente uma perda de estanquidade da tubagem, contribuindo para a propagação das infiltrações ao longo dos pisos inferiores.
Em complemento, a vídeo-inspeção revelou a existência de material com aspeto orgânico numa união da tubagem situada aproximadamente 3,50 metros abaixo da cobertura. Embora não tenham sido identificadas evidências de fuga ativa nesse ponto, recomendamos uma verificação complementar durante a reparação da prumada.
Ao longo da investigação, a equipa comparou os resultados obtidos em todas as frações. As medições apresentaram um comportamento semelhante e acompanharam a localização das roturas identificadas no interior da tubagem. Deste modo, foi possível excluir outras hipóteses para a origem das patologias, nomeadamente infiltrações independentes em cada fração ou anomalias localizadas apenas nos revestimentos interiores.
Consequentemente, recomendamos a reparação integral da prumada de águas pluviais, intervindo diretamente nas zonas correspondentes à Rotura A e à Rotura B. Após a conclusão dos trabalhos, deverá ser realizado um ensaio de estanquidade para confirmar a eliminação das fugas antes da reposição dos revestimentos afetados.
Por fim, esta Peritagem Técnica em Almada demonstrou a importância da utilização de equipamentos de diagnóstico não destrutivo para localizar a origem real das infiltrações. A integração das medições de humidade, da termografia, da vídeo-inspeção e da localização por radiofrequência permitiu definir um diagnóstico técnico preciso, reduzindo intervenções desnecessárias e fornecendo uma base sólida para uma reparação definitiva.
Na Fermorel, eliminamos a incerteza. Utilizamos tecnologia de diagnóstico avançado para localizar fugas e infiltrações sem partir paredes ou pavimentos.
A Fermorel realiza peritagens técnicas não destrutivas com scan de humidade, câmara térmica e vídeo-inspeção com radiofrequência, identificando com precisão roturas em prumadas de águas pluviais que afetam múltiplos pisos. Relatório técnico certificado para seguros e condomínios.
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A identificação combina scan de humidade e câmara térmica em cada fração afetada, procurando um padrão consistente que aponte para uma infraestrutura comum. Neste caso em Almada, o ponto de início das anomalias localizava-se de forma consistente na parede comum entre duas frações do mesmo alinhamento vertical. Desta forma, confirmou-se a existência de uma origem única na prumada de águas pluviais.
A localização recorre a câmara de inspeção equipada com tecnologia de radiofrequência, cujo emissor é posicionado junto à anomalia e o recetor deslocado até às frações inferiores. Neste caso em Almada, este método permitiu confirmar com precisão a correspondência entre a rotura e a parede da fração afetada. Por esse motivo, este equipamento é essencial em prumadas de grande profundidade.
Sim, materiais metálicos ou refletores podem condicionar as leituras do equipamento, exigindo interpretação técnica cuidadosa dos resultados. Neste caso em Almada, as paredes revestidas com tela de alumínio na fração 4.º B apresentaram variações que exigiram confirmação complementar com câmara térmica. Por conseguinte, o cruzamento de vários equipamentos garante um diagnóstico fiável mesmo nestas condições.
Sim, quando frações inferiores apresentam anomalias próximas ao teto, é essencial verificar a fração superior, mesmo sem queixas formais. Neste caso em Almada, a fração 5.º B não tinha reclamações registadas, mas revelou-se determinante para localizar a origem da infiltração. Ainda assim, esta análise preventiva evitou o agravamento futuro dos danos.
Sim, o relatório técnico documenta de forma objetiva a origem comum das infiltrações em múltiplas frações, essencial para processos de responsabilidade em condomínio. Neste caso em Almada, o relatório identificou com precisão dois pontos de rotura distintos na prumada de águas pluviais. Deste modo, a administração fica munida de prova técnica válida para os processos necessários.
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