Após o pedido do proprietário da fração 2.º esquerdo H, o Sr. João Farias, a equipa deslocou-se ao local para realizar uma Peritagem Técnica de Imóveis em Alverca e apurar a origem de um sinistro grave. Inicialmente, em março de 2025, surgiram indícios de humidade escorrente que motivaram a abertura e o encerramento do processo pela seguradora no próprio dia. Contudo, na sequência da tempestade de 27 de janeiro de 2026, a situação alterou-se de forma súbita e substancial. Consequentemente, o que parecia uma simples mancha evoluiu rapidamente para um gotejamento direto a partir dos tetos, acumulando cerca de 7 litros de água por dia.
Além disso, as primeiras observações visuais no quarto A revelaram danos severos na parede adjacente à fachada e no teto. Notou-se um empolamento acentuado da pintura, alteração de cor face ao tom original e degradação adiantada do estuque. Por outro lado, o pavimento em parquet apresentava descolamento visível na zona envolvente à parede exterior. Diante destes indícios, a inspeção especializada avançou com ensaios não destrutivos no suporte para aferir a extensão do impacto.
Posteriormente, com o recurso ao scan de humidade, equipamento capaz de avaliar o teor hídrico até uma profundidade de 10 cm, realizaram-se medições na parede em contacto com o exterior. As leituras horizontais a 1,5 metros do solo registaram valores extremamente elevados de saturação. Simultaneamente, a verificação no teto mostrou humidade moderada junto à fachada, diminuindo gradualmente à medida que o sensor se afastava. Deste modo, os ensaios estenderam-se à parede divisória com a casa de banho, confirmando uma retenção hídrica anormal em toda a alvenaria.
Em seguida, a fase seguinte da investigação centrou-se na casa de banho, onde a acumulação de água provocou a queda de parte do estuque junto à porta de entrada. A aplicação do higrómetro no teto revelou leituras no patamar máximo de saturação, especialmente sobre o lavatório e a sanita. Do mesmo modo, as paredes adjacentes ao quarto A e à fachada apresentavam humidade muito elevada junto ao teto. Por outro lado, o exame termográfico neste compartimento não registou anomalias térmicas expressivas na superfície.
Posteriormente, a equipa passou à verificação do quarto B, compartimento que partilha a mesma fachada exterior do quarto A e da casa de banho. A inspeção visual evidenciou empolamento na pintura, alteração da cor original e o escurecimento do pavimento em parquet. Além disso, as leituras de humidade na parede exterior revelaram-se elevadas, mantendo valores constantes desde a sanca até ao pavimento. Deste modo, este comportamento hídrico contínuo ao longo da vertical sugeriu a presença de um volume de água invulgarmente elevado na alvenaria.
Paralelamente, o rastreio no teto do quarto B indicou níveis hídricos elevados na margem junto à parede exterior. Por conseguinte, o varrimento térmico nesta área identificou anomalias térmicas marcadas junto ao chão e em pontos específicos da parede. Consequentemente, a dimensão dos danos registados no 2.º esquerdo H exigiu o alastramento da avaliação à fração superior, assim como o agendamento de uma nova visita técnica com drone na Peritagem Técnica de Imóveis em Alverca.
Duas semanas mais tarde, com tempo favorável e acesso garantido ao piso superior, a equipa retomou a Peritagem Técnica de Imóveis em Alverca através de ensaios não destrutivos. Reavaliou-se primeiramente o 2.º esquerdo H, constatando-se uma descida nos valores de humidade no teto do quarto A e da casa de banho. Contudo, as paredes mantinham níveis de saturação bastante elevados. Assim, com a consolidação destes dados comparativos, a investigação técnica avançou para o piso superior para inspecionar a origem do problema.
Além disso, no interior da fração 3.º esquerdo O, a observação inicial revelou uma tipologia distinta do piso inferior, existindo um roupeiro no local correspondente à casa de banho de baixo. Por outro lado, as paredes em contacto com a fachada lateral encontravam-se revestidas com placas de pladur verde. Como este material apresenta baixa capacidade de absorção, acabou por funcionar como uma barreira visual, ocultando as humidades que atravessavam a alvenaria original do edifício.
Entretanto, a avaliação com o escarificador numa parede lateral sem pladur registou valores bastante elevados no interior do suporte, local onde não passava qualquer tubagem de água. Portanto, para correlacionar o ponto afetado na casa de banho do 2.º andar com o piso superior, a equipa utilizou um transponder de localização eletromagnética. Deste modo, o recetor sinalizou com precisão a zona de gotejamento no andar inferior, descartando definitivamente a hipótese de uma fuga nas redes internas de água.
Desta forma, a investigação não destrutiva recorreu a um drone na fachada lateral, revelando a presença de múltiplas fissuras ao longo da alvenaria. Simultaneamente, o exame aéreo à cobertura identificou o deslocamento de quatro telhas do modelo Lusa na segunda fiada. Por conseguinte, a recolha de imagens em alta resolução permitiu analisar em detalhe a dinâmica aerodinâmica que afetou o telhado durante as intempéries registadas na região.
Em complemento, a localização do imóvel no Porto Alto, uma zona plana e desprotegida da bacia do Rio Tejo, expôs a estrutura a ventos com rajadas superiores a 100 km/h durante a Depressão Kristin. Sendo o edifício mais alto da envolvente imediata, a fachada funcionou como uma barreira vertical, forçando o vento a subir e a criar zonas de forte sucção no bordo do telhado. Como a segunda fiada de telhas não estava chumbada à estrutura, a força ascendente do ar levantou as peças, quebrando a estanquicidade da cobertura.
Consequentemente, a reconstituição técnica explicou detalhadamente o percurso da água desde a cobertura até ao interior das habitações. O fluido acumulado no desvão do telhado escorreu pela caixa de ar da fachada lateral, transformando o espaço oco num canal de drenagem vertical. Na fração do 3.º esquerdo O, o revestimento a pladur mascarou a passagem da água. Assim, o volume hídrico desceu por gravidade até à laje do 2.º esquerdo H, acumulando-se sobre os tetos e provocando o gotejamento contínuo.
Em suma, a anomalia severa verificada na fração 2.º esquerdo H resultou da conjugação de um dano acidental na cobertura com a falta de manutenção da fachada. A passagem da Depressão Kristin provocou o levantamento da segunda fiada de telhas por efeito de sucção e turbulência de bordo. Simultaneamente, as fendas antigas na fachada lateral facilitaram a saturação progressiva das paredes, canalizando a água da chuva diretamente para o piso inferior.
Portanto, para restituir a estanquicidade do edifício, recomenda-se a reposição e fixação mecânica imediata das telhas deslocadas na cobertura. Em complemento, torna-se indispensável efetuar a picagem do reboco degradado, o tratamento das fissuras na fachada e a aplicação de um revestimento impermeabilizante. Após a conclusão das intervenções exteriores, os compartimentos interiores deverão cumprir um período de secagem natural antes do restauro dos estuques, pinturas e pavimentos.
Seguidamente, a condução rigorosa deste diagnóstico evitou obras invasivas e desnecessárias nas redes de canalização do prédio, identificando com precisão a origem das infiltrações. Além disso, a metodologia não destrutiva permitiu fundamentar de forma clara a responsabilidade dos estragos causados pelos eventos meteorológicos extremos. A realização de uma adequada Peritagem Técnica de Imóveis em Alverca garante uma solução definitiva, protegendo o património e assegurando reparações eficazes na estrutura.
Na Fermorel, eliminamos a incerteza. Utilizamos tecnologia de diagnóstico avançado para localizar fugas e infiltrações sem partir paredes ou pavimentos.
A Fermorel realiza peritagens técnicas não destrutivas com scan de humidade, câmara térmica, transponder de localização e drone, identificando com precisão danos causados por telhas deslocadas, fissuras na fachada ou deficiências estruturais. Relatório técnico certificado para seguros e condomínios.
Zonas de atendimento: Alverca do Ribatejo • Vila Franca de Xira • Porto Alto • Samora Correia • Alenquer • Póvoa de Santa Iria • Grande Lisboa.
A confirmação combina inspeção com drone ao telhado e à fachada, análise das condições meteorológicas do período e correlação com os padrões de humidade no interior. Neste caso em Alverca, identificou-se o deslocamento de quatro telhas do modelo Lusa, coincidindo com ventos superiores a 100 km/h. Desta forma, confirmou-se o nexo de causalidade com a tempestade.
Este fenómeno ocorre quando o vento, ao atingir a fachada, é forçado a subir rapidamente e, ao chegar à aresta do telhado, gera uma zona de forte sucção. Neste caso em Alverca, a ausência de platibanda elevada expôs o edifício a este efeito, provocando o levantamento da segunda fiada de telhas. Por esse motivo, este fator foi determinante para o sinistro.
Sim, o pladur tem baixa capacidade de absorção, funcionando como elemento de passagem da água sem revelar danos visíveis na sua superfície. Neste caso em Alverca, o revestimento em pladur da fração superior ocultou o percurso da água que afetava diretamente a fração inferior. Por conseguinte, o transponder de localização foi essencial para confirmar este trajeto oculto.
Esta distinção é fundamental para processos de seguros, pois determina a responsabilidade e a cobertura aplicável ao sinistro. Neste caso em Alverca, o relatório distinguiu claramente o dano acidental do levantamento de telhas da contribuição da falta de manutenção nas fissuras da fachada. Ainda assim, ambos os fatores foram documentados tecnicamente no relatório final.
Sim, o relatório técnico documenta de forma objetiva o nexo de causalidade entre o evento climatérico e os danos verificados, essencial para processos junto de seguradoras. Neste caso em Alverca, o relatório reuniu evidências de termografia, higrometria, transponder e inspeção aérea por drone. Deste modo, o proprietário fica munido de prova técnica válida para o processo de sinistro.
Copyright 2012 - 2027 © Fermorel Lda
Em caso de litígio o consumidor pode recorrer a uma Entidade de Resolução Alternativa de Litígios de Consumo.
Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo de Lisboa: www.centroarbitragemlisboa.pt
Mais informações em: www.consumidor.pt