Realizámos uma Inspeção Pré-Compra em Ericeira com o objetivo de avaliar um imóvel e analisar uma situação anteriormente associada a possíveis danos por água num quarto em contacto direto com a fachada tardoz do edifício. A inspeção teve como finalidade verificar a existência de humidade ativa e identificar eventuais anomalias construtivas antes da aquisição do imóvel.
Numa primeira fase, iniciámos a medição dos níveis de humidade com recurso a um scan de humidade, equipamento capaz de identificar a presença de água em diversos materiais até cerca de 10 cm de profundidade. As leituras realizadas na parede situada por baixo da caixilharia não revelaram qualquer nível de humidade relevante, indicando que a parede se encontrava seca durante a inspeção.
De seguida, analisámos o teto original na zona dos cortineiros. Como o espaço disponível era reduzido, utilizámos um leitor de humidade de superfície, que também confirmou a inexistência de humidade anómala nesta área. Além disso, efetuámos uma inspeção termográfica com uma câmara térmica de alta precisão, não sendo identificadas diferenças térmicas compatíveis com infiltrações ou condensações ativas.
Perante estes resultados, concluímos que não existiam indícios de humidade ativa no interior do quarto. Assim, a investigação passou a centrar-se na análise visual dos acabamentos e na verificação de possíveis patologias construtivas que justificassem as marcas anteriormente observadas.
Durante a inspeção visual verificámos que a marca existente junto à união entre o teto e a caixilharia não correspondia a uma infiltração. Pelo contrário, identificámos vestígios de espuma de poliuretano aplicada durante a instalação da caixilharia, situação que provocou apenas uma alteração estética no acabamento, sem comprometer a integridade dos materiais na Inspeção Pré-Compra em Ericeira.
Além disso, observámos uma pequena anomalia na união entre duas pedras da cantaria localizadas por baixo da janela. Embora este detalhe não apresentasse sinais de humidade ativa, justificava uma futura intervenção de manutenção para preservar a estanquidade da fachada.
Posteriormente, direcionámos a análise para o pavimento laminado instalado pelo sistema flutuante. Nesta fase constatámos que o revestimento apresentava irregularidades e zonas de estufamento, sobretudo junto ao rodapé da divisão.
Uma observação mais detalhada revelou que a junta entre o pavimento e o rodapé tinha sido preenchida com vedante, eliminando a folga perimetral necessária ao correto funcionamento do sistema flutuante. Consequentemente, o pavimento perdeu a capacidade de acomodar as variações naturais provocadas pelas alterações de temperatura e humidade, originando tensões internas responsáveis pelo levantamento das réguas.
Importa referir que esta solução contraria as boas práticas de instalação recomendadas pelas normas europeias e pelos principais fabricantes de pavimentos laminados, que exigem a existência de uma junta periférica livre para garantir a estabilidade dimensional do revestimento.
A análise técnica permitiu confirmar que a aplicação do selante entre o pavimento laminado e o rodapé impediu o movimento natural do revestimento. Como resultado, a expansão normal dos materiais passou a gerar esforços de compressão que acabaram por provocar o empolamento observado no pavimento.
Por esse motivo, a patologia identificada não resulta de infiltrações de água, mas sim de um método de instalação incorreto que compromete o desempenho do sistema flutuante ao longo do tempo.
Além disso, as características observadas são compatíveis com situações frequentemente associadas à ausência de juntas de dilatação periféricas, conforme previsto pelas recomendações técnicas dos fabricantes e pelas normas utilizadas como referência na instalação deste tipo de pavimentos.
Deste modo, a correção definitiva da anomalia deverá passar pela remoção da selagem existente e pela execução da junta de dilatação adequada, permitindo que o pavimento recupere a liberdade de movimento prevista pelo fabricante.
Depois de concluída a análise no interior da habitação, prosseguimos a Inspeção Pré-Compra em Ericeira através de uma avaliação exterior com recurso a um drone. Esta inspeção permitiu observar em detalhe a fachada, as caixilharias e os principais pontos suscetíveis à entrada de água.
Durante esta fase identificámos deficiências nos isolamentos entre a pedra da cantaria e o revestimento em pastilha cerâmica da fachada. Paralelamente, verificámos falhas pontuais de vedação entre os perfis das caixilharias e os elementos em pedra, bem como ausência de isolamento em algumas uniões da cantaria.
Entretanto, também observámos deficiências nas fixações dos estendais à fachada, onde existia falta de material de vedação. Adicionalmente, algumas zonas do revestimento cerâmico apresentavam perda de material nas juntas, reduzindo a proteção da envolvente exterior contra a ação das intempéries.
Embora estas anomalias não estivessem a provocar humidade ativa no momento da inspeção, representam pontos vulneráveis que poderão facilitar futuras infiltrações caso não sejam alvo de manutenção preventiva.
A Inspeção Pré-Compra em Ericeira permitiu confirmar que, durante o período da avaliação, o quarto não apresentava níveis de humidade relevantes nem diferenças térmicas compatíveis com infiltrações ativas. Além disso, as marcas observadas junto à caixilharia resultavam apenas da aplicação de espuma de poliuretano durante a instalação da janela, constituindo uma anomalia exclusivamente estética.
Por outro lado, identificámos um método de instalação incorreto no pavimento flutuante. A aplicação de vedante na ligação entre o rodapé e o revestimento eliminou a junta de dilatação periférica, originando tensões internas que já provocam o estufamento do pavimento.
No exterior do edifício verificámos igualmente diversas deficiências de isolamento, nomeadamente nas ligações entre a cantaria, as caixilharias e o revestimento em pastilha cerâmica. Da mesma forma, observámos perda de material em algumas juntas da fachada e falta de vedação em determinados pontos de fixação dos estendais.
Finalmente, recomendamos a correção das anomalias identificadas no pavimento laminado e a realização de trabalhos de manutenção preventiva na fachada. Desta forma, será possível preservar a estanquidade da envolvente exterior, reduzir o risco de futuras infiltrações e garantir melhores condições para uma decisão informada durante o processo de aquisição do imóvel.
Na Fermorel, eliminamos a incerteza. Utilizamos tecnologia de diagnóstico avançado para localizar fugas e infiltrações sem partir paredes ou pavimentos.
A Fermorel realiza inspeções pré-compra não destrutivas com scan de humidade, câmara térmica e drone, identificando com precisão anomalias em pavimentos, caixilharias e fachadas antes da decisão de compra. Relatório técnico certificado para seguros e transações imobiliárias.
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A confirmação faz-se combinando scan de humidade, leitor de superfície e câmara térmica, garantindo que não existem níveis anómalos nem anomalias térmicas ocultas. Neste caso em Ericeira, os três equipamentos convergiram na ausência de humidade relevante nas paredes analisadas. Desta forma, foi possível descartar infiltração ativa com segurança técnica.
O estufamento ocorre quando não existe junta de dilatação periférica suficiente, impedindo o pavimento de se movimentar naturalmente com as variações de temperatura e humidade. Neste caso em Ericeira, o rodapé encontrava-se selado diretamente ao pavimento, eliminando essa junta. Por esse motivo, geraram-se tensões de compressão que provocaram o levantamento das réguas.
Não, manchas visuais podem ter origem em materiais de construção, como espuma de poliuretano usada na instalação de caixilharias. Neste caso em Ericeira, confirmou-se tratar-se de uma anomalia meramente estética, sem afetar a integridade dos materiais. Por conseguinte, a distinção entre dano estrutural e cosmético é essencial numa inspeção pré-compra.
A inspeção com drone permite analisar em detalhe caixilharias, cantarias e revestimentos de fachada sem necessidade de andaimes ou acesso direto. Neste caso em Ericeira, esta técnica revelou deficiências de isolamento entre a pedra da cantaria e o revestimento cerâmico. Ainda assim, estas anomalias só foram confirmadas graças à análise exterior complementar.
Sim, o relatório técnico documenta de forma objetiva o estado real do imóvel, incluindo anomalias de instalação e deficiências de isolamento na fachada. Neste caso em Ericeira, o relatório distinguiu claramente as anomalias estéticas das patologias reais que exigem correção. Deste modo, o comprador fica munido de prova técnica válida para negociar com transparência.
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