A equipa da Fermorel realizou um Levantamento de Patologias em Edifícios na Linha de Cascais, com o objetivo de identificar a origem dos danos por água que afetavam uma moradia construída em sistema LSF (Light Steel Frame).
Contudo, ao contrário da construção tradicional em alvenaria, os materiais do sistema LSF apresentam menor capacidade de absorção, funcionando maioritariamente como elementos de passagem da água. Por esse motivo, os danos tendem a manifestar-se de forma mais localizada, exigindo maior rigor na análise técnica.
De acordo com a inspeção inicial ao primeiro andar, observou-se coloração anómala da pintura no corredor, junto a uma porta de caixilharia com acesso a uma varanda exterior. Neste caso, este ponto tornou-se o foco principal da investigação técnica.
De seguida, a equipa procedeu à verificação dos níveis de humidade com scan de humidade, equipamento capaz de identificar humidade até 10 cm de profundidade. Com efeito, registaram-se níveis elevados apenas na zona próxima da porta de caixilharia e junto ao rodapé, indicando concentração localizada do fenómeno.
Paralelamente, a medição com leitor de superfície confirmou os resultados do scan de humidade, com valores elevados junto ao pavimento e à porta de acesso à varanda, em ambos os lados. Adicionalmente, a câmara térmica de alta precisão identificou anomalias térmicas exatamente nos mesmos pontos assinalados pelos equipamentos de humidade.
Desta forma, a correlação entre os três equipamentos reforçou a hipótese de infiltração ativa concentrada na zona da porta de caixilharia. Por conseguinte, a equipa avançou para a análise detalhada dos perfis de caixilharia e da envolvente exterior no Levantamento de Patologias em Edifícios.
Para além disso, a análise visual aos perfis de caixilharia revelou deficiência de isolamento entre o perfil e a parede lateral, bem como ausência de isolamento flexível entre a soleira em pedra e a parede, com fissuração visível. Igualmente, identificaram-se deficiências de isolamento na janela lateral de caixilharia no Levantamento de Patologias em Edifícios.
Constatou-se ainda que o vedante incolor aplicado no exterior, material inadequado para zonas expostas devido à baixa resistência UV, se encontrava degradado e com consistência pastosa. Por esse motivo, este elemento já não assegurava função eficaz de selagem.
Complementarmente, observaram-se diversas fissuras na fachada, sobretudo na junção entre a parede e a cobertura, com coloração escura anómala compatível com proliferação fúngica. Relativamente ao rés-do-chão, identificou-se ainda ausência de vedante flexível entre o revestimento cerâmico e a pedra de cantaria, perda de betume nas juntas e deficiências de selagem nas caixilharias.
Conforme descrito pelos responsáveis, o terraço foi alvo de intervenção há cerca de um ano, com aplicação de membrana líquida da marca Sika, identificada como Sikagard®-570 W Pele Elástica + Fibra. Contudo, a documentação técnica do fabricante não recomenda a aplicação direta de pavimento cerâmico sobre este produto, situação verificada na varanda em análise.
Face a esta hipótese, realizou-se teste sonoro com martelo de ensaio, tendo-se verificado som oco em grande parte dos rodapés e em diversas áreas do pavimento, sobretudo na zona central da varanda. Adicionalmente, apesar de o pavimento ter sido aplicado recentemente, já apresentava deficiência de betume nas juntas.
Posteriormente, ao nível do rés-do-chão, a equipa introduziu uma câmara de inspeção através de uma abertura no teto em pladur colapsado da sala/cozinha. Com efeito, observou-se uma viga aérea em aço galvanizado por baixo da porta da varanda, com marcas evidenciando o trajeto descendente da infiltração.
Igualmente, identificaram-se danos na estrutura em OSB, com coloração anómala e escurecida, compatível com exposição prolongada à humidade. Desta forma, confirmou-se que a impermeabilização inadequada da varanda permitia a passagem de água para os elementos estruturais do primeiro andar e do rés-do-chão.
Em conclusão, a moradia em sistema LSF apresenta diversas patologias construtivas, sendo a mais grave a impermeabilização executada de forma incorreta na varanda do primeiro andar, em desacordo com as orientações do fabricante. Igualmente, esta deficiência compromete a estanquicidade da varanda, originando danos tanto no primeiro andar como no rés-do-chão.
Adicionalmente, identificaram-se fissuras nas paredes e tetos exteriores, deficiências nas juntas do revestimento cerâmico da fachada e ausência de selagem adequada nas caixilharias e cantarias. Por conseguinte, recomenda-se a remoção do sistema de impermeabilização existente e a execução de nova solução adequada ao sistema construtivo LSF.
Recomenda-se ainda o tratamento das fissuras exteriores e a aplicação de vedante elástico resistente a UV em todas as transições entre materiais. Ao escolher a Fermorel para um Levantamento de Patologias em Edifícios na Linha de Cascais, o cliente obtém um relatório técnico não destrutivo, rigoroso e certificado, adequado a processos de seguros, condomínios e mediação de conflitos.
Na Fermorel, eliminamos a incerteza. Utilizamos tecnologia de diagnóstico avançado para localizar fugas e infiltrações sem partir paredes ou pavimentos.
A Fermorel realiza diagnósticos não destrutivos com câmara térmica, scan de humidade, leitor de superfície e câmara de inspeção, identificando com precisão patologias construtivas em edifícios tradicionais e em sistema LSF. Relatório técnico certificado para seguros e condomínios.
Zonas de atendimento: Linha de Cascais • Cascais • Estoril • Carcavelos • Parede • Oeiras • Grande Lisboa.
A identificação combina scan de humidade, leitor de superfície e câmara térmica, tendo em conta que os materiais LSF absorvem menos humidade que a alvenaria tradicional. Neste caso na Linha de Cascais, os equipamentos confirmaram concentração de humidade localizada junto à porta da varanda. Desta forma, foi possível identificar com precisão o ponto de infiltração.
O teste sonoro consiste em aplicar ligeiras percussões sobre o revestimento cerâmico, distinguindo som maciço (boa aderência) de som oco (destacamento). Neste caso na Linha de Cascais, o teste revelou som oco em grande parte dos rodapés e do pavimento da varanda. Por esse motivo, confirmou-se destacamento do revestimento associado à impermeabilização inadequada.
Sim, quando o produto de impermeabilização não é compatível com o revestimento aplicado sobre ele, a água pode infiltrar-se e atingir elementos estruturais. Neste caso na Linha de Cascais, a câmara de inspeção revelou marcas de água numa viga metálica e danos na estrutura em OSB. Por conseguinte, a correção da impermeabilização tornou-se prioritária.
As especificações do fabricante indicam a compatibilidade entre produtos e revestimentos, evitando falhas de aderência e infiltrações futuras. Neste caso na Linha de Cascais, a aplicação de pavimento cerâmico sobre uma membrana não recomendada para o efeito comprometeu a estanquicidade da varanda. Ainda assim, esta situação só foi confirmada através de análise técnica detalhada.
Sim, o relatório técnico documenta de forma objetiva todas as patologias identificadas, incluindo a causa principal e as anomalias secundárias. Neste caso na Linha de Cascais, o relatório reuniu evidências da impermeabilização incorreta e das deficiências de selagem na fachada e caixilharias. Deste modo, o proprietário fica munido de prova técnica válida para os processos necessários.
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