A equipa da Fermorel realizou uma Vistoria Técnica de Imóvel em Sintra, com o objetivo de identificar a origem dos danos por água que afetaram a varanda, o quarto, a sala e a cozinha da fração 4.º esquerdo, na sequência de uma intempérie com ventos fortes.
De acordo com o relato do responsável da fração, durante o episódio de intempérie ocorrido a 24/01/2026, iniciou-se gotejamento proveniente do teto. Por esse motivo, foi acionada a administração do edifício, que procedeu a deslocação ao sótão localizado sobre a fração.
Contudo, verificou-se no local que telhas da extremidade do telhado se encontravam deslocadas e partidas, criando uma abertura que permitiu a entrada direta de água. Neste caso, esta descoberta motivou uma análise técnica aprofundada, tanto no interior da fração como na cobertura do edifício.
De seguida, a equipa procedeu à verificação dos níveis de humidade com scan de humidade, equipamento capaz de identificar humidade até 10 cm de profundidade. Com efeito, no teto da cozinha registaram-se níveis baixos de humidade, enquanto na marquise os valores foram médios a moderados, ambos compatíveis com fase de secagem.
Adicionalmente, a análise termográfica na cozinha, marquise e sala identificou apenas ligeiras variações térmicas, sem anomalias significativas indicativas de infiltração ativa de grande volume. Paralelamente, no quarto, as leituras de humidade na parede e no teto revelaram valores moderados a baixos, igualmente compatíveis com secagem.
Posteriormente, a câmara térmica de alta precisão detetou no quarto apenas anomalias térmicas suaves, sem os padrões de coloração azul-escuro normalmente associados a humidade significativa. Desta forma, os resultados reforçaram a hipótese de um evento pontual já em fase de resolução na Vistoria Técnica de Imóvel em Sintra.
Para além disso, a equipa deslocou-se ao sótão localizado acima da fração 4.º esquerdo, onde o responsável informou ter sido aplicada areia para absorver a humidade existente. Com recurso a lanterna, identificaram-se telhas novas na zona do beiral, assinalando o ponto onde as telhas se encontravam anteriormente deslocadas ou partidas.
Igualmente, foi observada uma chaminé fora da zona do beiral com indícios de infiltração, evidenciados por manchas de escorrimento de água. Por esse motivo, este ponto foi assinalado para análise complementar na inspeção exterior.
Contudo, as condições meteorológicas adversas no dia da primeira visita impediram a verificação exterior do telhado. Por conseguinte, foi agendada nova visita técnica, com condições climatéricas favoráveis, para vistoria à cobertura com recurso a drone.
Conforme descrito, na segunda visita técnica, a equipa realizou análise do exterior da cobertura com recurso a drone, confirmando a substituição de aproximadamente 10 telhas na zona do beiral, junto ao mureto. Entre os principais fatores identificados, destaca-se o efeito de “canyon” provocado pela exposição do edifício a uma área aberta, que intensifica a velocidade do vento na fachada.
Adicionalmente, verificou-se que a platibanda do beiral se encontra a um nível inferior ao necessário para exercer proteção aerodinâmica eficaz, permitindo que o vento incida diretamente sobre a extremidade do telhado. Com efeito, a concentração de esforços nos cantos e bordas da cobertura, associada à presença de um guarda-corpo metálico, potenciou a criação de microvórtices que facilitaram o desencaixe inicial das telhas.
Por outro lado, a análise à platibanda revelou falhas na impermeabilização com membrana líquida, incluindo poros visíveis na rede e descolamento nas extremidades. Complementarmente, identificou-se ainda anomalia no mureto de suporte do beiral, com furos sem isolamento ou selagem.
Relativamente à chaminé, a inspeção com drone confirmou que a chapa metálica na base não se encontra corretamente orientada segundo a pendente do telhado, direcionando água para o interior em vez de promover o escoamento. Igualmente, identificaram-se falta de isolamento, fissuras estruturais e deficiências na selagem perimetral da chaminé.
Em conclusão, os danos ocorridos por volta de 26/01/2026 têm como causa principal a intempérie de ventos fortes, que provocou o deslocamento de telhas na zona do beiral e a consequente entrada direta de água sob a cobertura. Igualmente, este fenómeno foi potenciado pela exposição do edifício a área aberta e pela insuficiente proteção da platibanda.
Adicionalmente, foram identificadas anomalias secundárias que poderão contribuir para infiltrações localizadas, nomeadamente falhas na impermeabilização da platibanda e deficiências na pendente e selagem da chaminé. Por conseguinte, recomenda-se a correção destes pontos para reforçar a estanquidade da cobertura e prevenir ocorrências futuras.
Ao escolher a Fermorel para uma Vistoria Técnica de Imóvel em Sintra, o cliente obtém um relatório técnico não destrutivo, rigoroso e certificado, adequado a processos de seguros, condomínios e mediação entre frações.
Na Fermorel, eliminamos a incerteza. Utilizamos tecnologia de diagnóstico avançado para localizar fugas e infiltrações sem partir paredes ou pavimentos.
A Fermorel realiza vistorias técnicas não destrutivas com câmara térmica, scan de humidade e drone, identificando com precisão a origem de danos causados por telhas deslocadas, falhas de impermeabilização ou deficiências na cobertura. Relatório técnico certificado para seguros e condomínios.
Zonas de atendimento: Sintra • Cacém • Queluz • Rio de Mouro • Massamá • Agualva • Grande Lisboa.
A confirmação faz-se através de inspeção ao sótão e análise da cobertura com drone, identificando telhas partidas ou substituídas e correlacionando-as com o padrão de danos no interior. Neste caso em Sintra, verificaram-se telhas novas na zona do beiral, coincidindo com o ponto de entrada de água relatado. Desta forma, confirmou-se a causa principal dos danos.
O efeito "canyon" ocorre quando a ausência de obstáculos permite que o vento atinja uma fachada com maior intensidade, criando fluxo ascendente e aumento de pressão na cobertura. Neste caso em Sintra, a exposição do edifício a uma área aberta intensificou a força do vento sobre o beiral do telhado. Por esse motivo, este fator foi considerado determinante para o deslocamento das telhas.
Sim, uma platibanda demasiado baixa não consegue desviar eficazmente o vento, permitindo que este incida diretamente sobre a extremidade do telhado. Neste caso em Sintra, verificou-se que a platibanda existente não tinha altura suficiente para exercer essa função de proteção. Por conseguinte, este fator agravou o risco de levantamento das telhas periféricas.
A inspeção com drone permite analisar em detalhe zonas de difícil acesso, como beirais, chaminés e platibandas, sem necessidade de intervenção destrutiva. Neste caso em Sintra, esta técnica permitiu confirmar a substituição de telhas e identificar deficiências na chaminé e na impermeabilização da platibanda. Ainda assim, a vistoria teve de ser reagendada devido a condições meteorológicas adversas na primeira visita.
Sim, o relatório técnico documenta de forma objetiva a causa principal dos danos e eventuais anomalias secundárias identificadas. Neste caso em Sintra, o relatório distinguiu claramente o evento causado pelo vento das deficiências de impermeabilização e selagem detetadas na chaminé. Deste modo, o proprietário fica munido de prova técnica válida para os processos necessários.
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