Realizar uma Peritagem de Infiltrações no Estoril exige, muitas vezes, uma investigação que vai muito além do óbvio. Neste caso específico, fomos contactados para avaliar danos que afetavam o teto da cozinha da fração 1C há vários anos. Ao iniciarmos a inspeção visual, deparámo-nos com um cenário preocupante: o estuque tinha caído, expondo a laje de betão e revelando corrosão na armadura metálica.
Neste sentido, este nível de degradação confirma que a humidade tem atuado de forma silenciosa e prolongada. Contudo, as nossas medições com o scanner de humidade indicaram níveis mínimos no momento, o que sugeria um processo de secagem em curso. Para esclarecer o mistério, decidimos investigar a fundo a origem deste ciclo de humidade intermitente.
Posteriormente, focámos a nossa atenção na fração 2C, situada imediatamente acima do local lesado. Embora a cozinha seja utilizada diariamente, a remoção dos rodapés e a inspeção visual dos armários não revelaram qualquer anomalia. Para não restarem dúvidas, avançámos com um teste de carga rigoroso, aplicando água quente no lava-loiça durante 10 minutos.
Além disso, realizámos ciclos de funcionamento nos equipamentos de esgoto e verificações térmicas constantes na fração inferior. Como resultado, confirmámos que tanto as canalizações da fração como a prumada comum do edifício estavam em perfeitas condições. Desta forma, ficou provado que a origem do problema não residia na rede de águas interna, mas sim num elemento da envolvente do prédio.
Uma nova visita técnica permitiu-nos analisar os elementos construtivos exteriores com maior detalhe. Foi então que identificámos uma falha crítica: uma grelha de ventilação instalada na fachada sem qualquer isolamento entre o azulejo e a estrutura metálica. Importa referir que este modelo de grelha nem sequer é adequado para ambientes exteriores, por não possuir proteção contra intempéries.
Através da introdução de uma microcâmara na abertura de ventilação, conseguimos observar manchas anómalas no tijolo. Estas marcas são provas inequívocas da presença de humidade acumulada. Neste contexto, percebemos que a abertura de ventilação, localizada junto à prumada de esgotos, servia de porta de entrada para a água da chuva no Estoril.
Para validar esta hipótese técnica, realizámos um teste de simulação de precipitação. Aplicámos cerca de 1,5 litros de água sobre a parede exterior e, passados apenas alguns minutos, o resultado foi evidente. A água infiltrava-se pela grelha e escorria diretamente em direção à prumada de esgotos, atingindo a laje do piso inferior.
Por conseguinte, o percurso da infiltração ficou totalmente mapeado. A água da chuva entrava pela fachada, utilizava o tubo da prumada como guia e acabava por se acumular no teto da fração 1C. Este fenómeno explica por que as manchas eram tão graves, apesar de as canalizações estarem operacionais. Sem dúvida, este é um exemplo clássico de como um pequeno detalhe construtivo pode arruinar uma estrutura de betão.
Em conclusão, a nossa Peritagem de Infiltrações no Estoril determinou que a causa dos danos é externa e decorre de uma deficiência na fachada. Para resolver o problema definitivamente, recomendamos a selagem total da abertura com massa hidrófuga adequada para exteriores. Desta maneira, garante-se a estanquidade da envolvente e evita-se a corrosão futura das armaduras do teto.
Finalmente, este estudo de caso reforça a importância de um diagnóstico técnico antes de se iniciarem obras de reparação. Ao escolher a Fermorel, garante que a solução ataca a causa real e não apenas os sintomas. Por fim, lembramos que os nossos relatórios são fundamentais para a gestão de condomínios e ativação de seguros no Estoril.
Na Fermorel, eliminamos a incerteza. Utilizamos tecnologia de diagnóstico avançado para localizar fugas e infiltrações sem partir paredes ou pavimentos.
Na Fermorel, não nos limitamos a olhar para o teto. Utilizamos microcâmaras, scanners de humidade e testes de simulação para encontrar o “culpado” invisível. Desta forma, poupamos o seu tempo e o seu dinheiro com soluções que funcionam à primeira.
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Infiltrações prolongadas podem ser causadas por entrada de água pela fachada, falhas em elementos construtivos ou defeitos de vedação. Mesmo sem fugas ativas, a água pode infiltrar-se ao longo do tempo e causar degradação estrutural significativa.
Através de testes de carga, verificação de esgotos e análise térmica, é possível excluir fugas nas canalizações. Se não houver alterações nos níveis de humidade, a origem pode estar em elementos externos como fachadas ou coberturas.
Sim. Grelhas mal instaladas ou sem isolamento adequado podem permitir a entrada de água da chuva. Este problema é comum quando não existe vedação entre o revestimento e a estrutura metálica ou quando são usados materiais não apropriados para exteriores.
São realizados testes de simulação de chuva, aplicando água na fachada para observar o comportamento da infiltração. Este método permite mapear o percurso da água e confirmar a origem externa do problema.
As infiltrações podem provocar corrosão das armaduras metálicas no betão armado, comprometendo a estabilidade estrutural. Além disso, contribuem para a degradação de materiais e aumento dos custos de reparação se não forem tratadas atempadamente.
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