Realizámos uma Pesquisa de Avarias em Setúbal com o objetivo de identificar a origem dos danos por água que estavam a afetar o revestimento em madeira localizado no hall dos elevadores, ao nível do 3.º andar. O painel afetado encontrava-se em contacto direto com a fração 3B.
Durante a análise visual inicial, verificámos que o revestimento em madeira apresentava coloração escura anómala, particularmente intensa junto ao pavimento, prolongando-se gradualmente em altura até aproximadamente metade da parede. Além disso, a madeira apresentava deformação convexa e sinais evidentes de estufamento.
Ao toque, o material revelou-se quebradiço, sugerindo degradação estrutural das fibras da madeira provocada por exposição prolongada à humidade. Paralelamente, a mancha escura observada apresentava um desenvolvimento vertical típico de fenómenos de capilaridade ascendente, frequentemente associados à absorção contínua de água.
Posteriormente, procedemos à verificação dos níveis de humidade com recurso a leitor de superfície. As leituras indicaram valores extremamente elevados de humidade no painel afetado, confirmando a presença ativa de água no interior do revestimento em madeira.
Com o objetivo de verificar eventual propagação vertical da humidade, analisámos igualmente o painel localizado no piso inferior, junto à fração 2B. Contudo, nessa zona não identificámos danos nem níveis elevados de humidade, indicando que a infiltração não se propagava através da placa estrutural do edifício.
Face aos resultados obtidos no hall do edifício, direcionámos a inspeção para a casa de banho da fração 3B, localizada imediatamente junto à parede onde os danos eram visíveis.
Durante a análise visual, verificámos que o lavatório e a banheira se encontravam instalados precisamente junto à parede em contacto com o painel de madeira afetado. Por esse motivo, concentrámos a avaliação técnica nessas zonas húmidas, frequentemente associadas a fenómenos de infiltração.
Observámos ainda a existência de um elemento em pedra no perímetro da banheira, cujas juntas apresentavam aplicação recente de selante incolor. Apesar disso, o isolamento aparentava bom estado visual, não sendo identificadas falhas evidentes nas juntas exteriores.
Contudo, durante a inspeção à válvula de drenagem da banheira, identificámos uma anomalia grave. A válvula encontrava-se completamente solta, permitindo a descarga direta de água para o interior da estrutura da banheira e para as zonas construtivas adjacentes.
Perante esta evidência técnica, concluímos que a realização de testes de carga adicionais deixava de ser prioritária, uma vez que a origem provável da infiltração já apresentava forte correspondência com os danos observados no hall do edifício na Pesquisa de Avarias em Setúbal.
Após a identificação da anomalia na válvula da banheira, iniciámos medições detalhadas com recurso a scan de humidade, equipamento capaz de detetar humidade em diversos materiais até cerca de 10 cm de profundidade.
Na parede lateral da banheira registámos níveis elevados de humidade, sobretudo na zona adjacente à válvula de drenagem que se encontrava solta. Esta concentração de humidade reforçava a relação direta entre a anomalia identificada e os danos observados no painel de madeira do hall.
Em seguida, analisámos a parede inferior ao lavatório. Contudo, nesta zona não identificámos níveis relevantes de humidade, permitindo excluir o lavatório como origem da infiltração na Pesquisa de Avarias em Setúbal.
Realizámos igualmente verificações junto à misturadora do duche e restantes pontos da zona húmida. Ainda assim, não observámos níveis anómalos de humidade nesses locais, concentrando-se os valores elevados apenas na envolvente direta da válvula da banheira.
Deste modo, os resultados obtidos demonstraram um padrão de humidade perfeitamente compatível com perda localizada de água proveniente da drenagem da banheira.
A morfologia dos danos observados no revestimento em madeira revelou forte compatibilidade com exposição prolongada à humidade. O desenvolvimento vertical das manchas, associado ao estufamento e degradação estrutural do painel, indicava absorção contínua de água ao longo do tempo.
Além disso, os níveis extremamente elevados de humidade registados no painel confirmaram que a infiltração permanecia ativa no momento da inspeção. Consequentemente, a água libertada pela válvula solta acabava por atingir as camadas construtivas adjacentes e os materiais em contacto com a parede do hall.
A absorção da água pelos materiais ocorria através do fenómeno de capilaridade, permitindo que a humidade migrasse para o revestimento em madeira. Este processo favoreceu a deformação das fibras, a alteração da coloração original e a degradação progressiva do material.
Importa ainda salientar que os danos observados não apresentavam características compatíveis com condensação superficial ou humidade atmosférica ocasional. Pelo contrário, os indícios técnicos apontavam claramente para uma infiltração recorrente associada à utilização da banheira.
Assim, a distribuição da humidade e o estado avançado de degradação do revestimento confirmavam uma exposição prolongada e contínua à água proveniente da instalação sanitária da fração 3B.
Concluímos que os danos por água identificados nos painéis de madeira localizados no hall dos elevadores, ao nível do 3.º andar, têm origem direta na casa de banho da fração 3B.
Durante a inspeção técnica, identificámos que a válvula de drenagem da banheira se encontrava completamente solta, permitindo a descarga recorrente de água para o interior da estrutura da banheira e zonas construtivas adjacentes, em vez de encaminhar corretamente os efluentes para a rede de esgotos.
Como consequência, a água infiltrava-se nas camadas inferiores da construção e era absorvida pelos materiais envolventes através de capilaridade, afetando progressivamente os painéis de madeira localizados no hall do edifício.
Além disso, a deformação, o estufamento, a degradação estrutural da madeira e os níveis extremamente elevados de humidade registados durante a inspeção apresentavam total compatibilidade com exposição prolongada à água proveniente desta anomalia.
Finalmente, esta Pesquisa de Avarias em Setúbal permitiu identificar de forma objetiva a origem da infiltração, possibilitando uma intervenção técnica direcionada e reduzindo o risco de agravamento dos danos estruturais e estéticos no revestimento em madeira do edifício.
Na Fermorel, eliminamos a incerteza. Utilizamos tecnologia de diagnóstico avançado para localizar fugas e infiltrações sem partir paredes ou pavimentos.
Não deixe que a humidade comprometa a estrutura do seu património. A Fermorel localiza fugas invisíveis atrás de revestimentos, banheiras e pavimentos sem necessidade de demolições destrutivas. Emitimos relatórios técnicos periciais para seguradoras e condomínios.
Área de cobertura em Setúbal: Setúbal • Azeitão • Palmela • Pinhal Novo • Poceirão • Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra • Sado.
O estufamento ou deformação convexa da madeira ocorre quando a humidade é absorvida pelas células de celulose, provocando um aumento de volume (inchaço). Como o painel está fixado a uma estrutura, a expansão lateral encontra resistência, resultando numa curvatura para fora (estufamento). Este é um sinal claro de que a humidade não foi apenas superficial, mas profunda e de longa duração.
O fenómeno chama-se capilaridade. A água que escorre da válvula solta acumula-se no subsolo da banheira e satura a betonilha e os elementos de alvenaria. Uma vez que estes materiais são porosos, a água "sobe" ou "desloca-se" através dos poros do material por uma força de tração capilar, alcançando os painéis do hall adjacente. O dano é visível onde a água encontra um material orgânico absorvente (madeira).
A podridão mole é causada por fungos xilófagos que degradam a celulose e a lignina da madeira. Acontece em ambientes constantemente húmidos. A madeira perde a sua rigidez, tornando-se esponjosa ou quebradiça ao toque. Se não for tratada e a fonte de humidade não for eliminada, a madeira pode perder toda a sua integridade estrutural, tornando-se num risco de queda.
O scan de humidade permite ver "através" do azulejo e da pedra. Ao medir valores elevados na zona específica da válvula da banheira, confirmamos tecnicamente que é ali que a água está a penetrar no sistema construtivo, eliminando qualquer dúvida de que o problema possa ser uma infiltração vinda de um piso superior ou condensação atmosférica.
A vantagem é a precisão absoluta sem a necessidade de partir pavimentos, azulejos ou painéis caros para "adivinhar" onde está a fuga. Utilizamos equipamentos de diagnóstico técnico que nos indicam o ponto exato da avaria. Isto poupa custos de reparação desnecessários e permite que o cliente apresente um relatório fundamentado para o seu seguro ou para a responsabilidade do condomínio.
Copyright 2012 - 2027 © Fermorel Lda
Em caso de litígio o consumidor pode recorrer a uma Entidade de Resolução Alternativa de Litígios de Consumo.
Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo de Lisboa: www.centroarbitragemlisboa.pt
Mais informações em: www.consumidor.pt