Num edifício de características históricas, identificámos um estado generalizado de degradação em torno das janelas e das varandas de sacada. O cliente relatava a entrada de água para o interior sempre que ocorria chuva acompanhada por vento forte. Por isso, tornou-se necessário avaliar cuidadosamente as ligações entre a cantaria, o reboco e as caixilharias.
Durante a inspeção inicial, verificámos que algumas pedras calcárias apresentavam sinais de desagregação superficial, fissuras e perda de coesão. Além disso, os antigos selantes existentes junto às janelas estavam endurecidos, retraídos e parcialmente descolados.
Estas condições criavam vários caminhos para a entrada de água. Consequentemente, a simples aplicação de um novo cordão de silicone sobre os materiais degradados não resolveria a origem das infiltrações.
Por outro lado, uma reparação demasiado rígida poderia criar novos problemas. A pedra natural, o reboco e a madeira apresentam comportamentos diferentes perante as variações de temperatura e humidade. Assim, a solução teria de permitir alguma movimentação entre os vários materiais.
Por esse motivo, antes de iniciar a reparação, realizámos um diagnóstico não destrutivo com recurso a um medidor de humidade de alta frequência. Desta forma, conseguimos identificar as zonas de maior saturação e compreender melhor o percurso da água através das cantarias e dos elementos envolventes.
Este levantamento foi fundamental para definir uma intervenção compatível com o suporte e, simultaneamente, preparar a Pintura de fachadas em Fernão Ferro como parte de uma reabilitação exterior mais completa.
Depois do diagnóstico inicial, avançámos para a preparação das zonas de intervenção. Para trabalhar com segurança junto às janelas, varandas e elementos de cantaria, montámos um andaime europeu com guarda-corpos e consolas de aproximação.
Em seguida, realizámos novas medições de humidade nas ombreiras, peitoris e zonas próximas das caixilharias. Assim, conseguimos comparar diferentes pontos da fachada e perceber onde a pedra apresentava maior concentração de água.
Além disso, removemos cuidadosamente os antigos mastiques que já não apresentavam aderência. O corte foi realizado de forma controlada, evitando danificar as arestas da pedra natural e permitindo chegar a um suporte sólido.
Posteriormente, limpámos as juntas e removemos poeiras, fungos e partículas soltas. Esta etapa foi particularmente importante porque os novos materiais necessitam de uma base limpa e estável para garantir uma aderência adequada.
Ao mesmo tempo, avaliámos o estado das pedras calcárias. Nas zonas com maior perda de coesão, definimos tratamentos específicos de consolidação. Desta maneira, evitámos aplicar uma solução de impermeabilização sobre uma pedra que ainda necessitava de ser estabilizada.
Por conseguinte, todo o processo ficou orientado pelo estado real da fachada. Em vez de esconder os sinais de degradação, procurámos primeiro compreender a origem da entrada de água e preparar corretamente cada material.
Com os suportes devidamente preparados, iniciámos a reconstrução das juntas entre os diferentes materiais. Primeiro, abrimos cuidadosamente as fissuras e juntas degradadas, criando uma secção regular que permitisse receber corretamente o novo sistema de selagem.
Posteriormente, introduzimos cordões de fundo de junta em espuma de polietileno de célula fechada. Esta solução permite controlar a profundidade do selante e, sobretudo, evita que o material fique aderido ao fundo da junta.
Desta forma, o mastique consegue trabalhar lateralmente entre a cantaria e o reboco. Assim, acompanha melhor as pequenas movimentações provocadas pelas variações térmicas, reduzindo o risco de fissuração ou destacamento.
De seguida, aplicámos um selante elástico adequado à exposição exterior nas juntas preparadas. Nas zonas de cantaria que apresentavam desagregação superficial, aplicámos também um consolidante mineral à base de silicato de etilo, permitindo reforçar a estrutura da pedra sem criar uma película superficial.
Durante esta fase, verificámos ainda os encontros entre os peitoris, pingadeiras e caixilharias. Além disso, corrigimos pontos onde a água poderia permanecer acumulada ou infiltrar-se por baixo das pedras.
Consequentemente, conseguimos transformar as antigas juntas degradadas em transições flexíveis e mais resistentes à entrada de água. Ao mesmo tempo, preservámos a capacidade de movimentação dos diferentes elementos da fachada.
Depois da consolidação das cantarias e da selagem dos vãos, avançámos para a fase de acabamento. Primeiro, verificámos a estabilidade das superfícies e corrigimos pequenas imperfeições existentes no reboco envolvente.
Posteriormente, aplicámos um sistema de pintura adequado às características do suporte mineral. Nas zonas rebocadas, optámos por um acabamento de elevada permeabilidade ao vapor, permitindo que a fachada mantenha a capacidade de libertar parte da humidade existente no suporte.
Além disso, tivemos especial atenção à transição entre a pintura e a pedra natural. Desta forma, conseguimos preservar visualmente os elementos de cantaria e, simultaneamente, garantir uma proteção coerente de toda a envolvente.
A Pintura de fachadas em Fernão Ferro foi, portanto, executada apenas depois das patologias mais relevantes terem sido corrigidas. Assim, o novo revestimento não ficou responsável por esconder fissuras, juntas abertas ou pedras degradadas.
Após a cura dos materiais, realizámos uma inspeção final dos vãos, juntas e elementos de cantaria. Consequentemente, conseguimos confirmar a continuidade das selagens e a correta integração dos diferentes acabamentos.
O resultado foi uma fachada mais protegida contra a chuva e o vento, mantendo, ao mesmo tempo, o aspeto e as características dos materiais existentes.
A intervenção demonstrou que a Pintura de fachadas em Fernão Ferro pode ser integrada num processo técnico de reabilitação dos vãos, especialmente quando existem infiltrações junto às janelas e elementos de pedra natural.
Neste caso, a utilização de medições de humidade permitiu compreender melhor o comportamento da fachada antes da reparação. Além disso, a utilização de juntas elásticas possibilitou criar transições mais adequadas entre materiais com diferentes movimentos térmicos.
Esta metodologia pode ser aplicada em diversos tipos de edifícios e situações. Por exemplo:
Por isso, antes de avançar diretamente para uma nova pintura, é importante avaliar o estado das juntas, pedras e caixilharias. Só assim será possível definir uma solução duradoura e adequada às características da fachada.
Assim, a nossa metodologia de reabilitação de fachadas em Fernão Ferro combina diagnóstico, consolidação, selagem elástica e acabamento exterior. Desta forma, conseguimos reduzir o risco de novas infiltrações e prolongar a durabilidade da intervenção, preservando simultaneamente a aparência do imóvel.
Na Fermorel, somos especialistas na reabilitação de fachadas de prédios e moradias. Oferecemos um processo simples, seguro e sem complicações para a sua obra.
A Fermorel realiza selagem elastomérica de vãos e consolidação de cantarias calcárias, garantindo uniões estanques e elásticas sem danificar o património.
Zonas de atendimento: Fernão Ferro • Corroios • Costa da Caparica • Baixa da Banheira • Seixal • Almada • Margem Sul.
O silicone barato endurece, rasga e encolhe com o tempo, perdendo a capacidade de acompanhar o movimento natural do edifício. Neste caso em Fernão Ferro, optou-se por mástique de poliuretano de alto módulo com fundo de junta. Deste modo, garantiu-se uma selagem elástica e duradoura.
Este equipamento deteta a água invisível no interior da pedra sem furar ou riscar a fachada. Neste caso em Fernão Ferro, permitiu confirmar o percurso exato da água que entrava nas salas. Complementarmente, focou-se a impermeabilização apenas nas zonas de saturação capilar.
É a perda de coesão mineral da pedra, que se transforma numa superfície esfarelada e frágil ao toque. Neste caso em Fernão Ferro, aplicou-se um consolidante à base de silicato de etilo para devolver a dureza original. Por conseguinte, evitou-se a continuação da degradação sem alterar o aspeto da pedra.
O fundo de junta impede que o mástique cole no fundo do rasgo, obrigando-o a trabalhar apenas lateralmente como um elástico. Neste caso em Fernão Ferro, esta técnica permitiu ao selante esticar e encolher até 25% da sua largura. Como resultado, garantiu-se resistência à vibração constante do edifício.
A metodologia aplica-se a interfaces entre estruturas metálicas e alvenaria, estufas e jardins de inverno, e recuperação de monumentos. Neste caso em Fernão Ferro, tratou-se de um edifício histórico com janelas de guilhotina e varandas de sacada. Igualmente, o método é eficaz em juntas de dilatação entre edifícios encostados.
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