Num edifício exposto a fortes variações de temperatura e localizado junto a uma via com tráfego intenso, identificámos problemas significativos na envolvente exterior. O cliente relatava o aparecimento frequente de manchas negras, fungos e condensações nas paredes interiores correspondentes a vigas e pilares. Além disso, existia um elevado desconforto provocado pelo ruído proveniente da rua.
Durante a inspeção inicial, verificámos que a fachada apresentava uma solução construtiva com reduzido desempenho térmico. Por esse motivo, algumas zonas interiores permaneciam demasiado frias durante o inverno, favorecendo a condensação da humidade e o desenvolvimento de bolores.
No entanto, uma simples pintura de fachadas na Pontinha não seria suficiente para corrigir este tipo de problema. Embora pudesse melhorar temporariamente o aspeto exterior, a pintura não eliminaria a ponte térmica nem reduziria de forma significativa a transmissão de calor e de ruído através da parede.
Além disso, uma solução inadequada poderia limitar a capacidade de evaporação da envolvente. Consequentemente, a humidade continuaria a acumular-se nas zonas mais frias, mantendo as condições favoráveis ao aparecimento de condensações.
Assim, optámos por uma intervenção de reabilitação termo-acústica baseada na aplicação exterior de um revestimento com granulado de cortiça projetada. O objetivo foi melhorar o comportamento térmico da fachada, reduzir a transmissão sonora e criar uma envolvente mais confortável e eficiente.
Deste modo, a intervenção foi pensada para atuar sobre a causa do problema e não apenas sobre as suas manifestações visíveis.
Para definir corretamente a intervenção, começámos por realizar uma avaliação detalhada do comportamento da fachada. Inicialmente, montámos um andaime europeu em todo o perímetro necessário, criando condições de acesso estáveis para a inspeção e posterior aplicação dos materiais.
Antes de iniciar os trabalhos de revestimento, utilizámos uma câmara termográfica de infravermelhos. Através deste equipamento, foi possível identificar diferenças de temperatura na superfície e localizar zonas com maior perda energética, nomeadamente junto a pilares, vigas, ombreiras e caixas de estore.
Além disso, a termografia permitiu comparar diferentes áreas da fachada e perceber onde a envolvente apresentava maior irregularidade térmica. Desta forma, conseguimos definir uma estratégia de aplicação mais adequada, reforçando o tratamento nos pontos mais vulneráveis.
Depois de concluído o levantamento, procedemos à limpeza das superfícies e à reparação das fissuras existentes. Por conseguinte, eliminámos previamente algumas das descontinuidades que poderiam comprometer a continuidade do novo revestimento.
Esta fase de diagnóstico é especialmente importante numa intervenção de pintura de fachadas na Pontinha, porque permite distinguir um simples problema de acabamento de uma patologia relacionada com o comportamento térmico da envolvente.
Assim, a aplicação do revestimento foi planeada com base nas condições reais encontradas no edifício e não apenas numa avaliação visual.
Depois de concluída a análise termográfica e estabilizadas as superfícies, iniciámos a preparação do suporte. Primeiro, reparámos as zonas fissuradas e reforçámos determinados pontos junto aos peitoris, sacadas e elementos de betão que apresentavam sinais de degradação.
Posteriormente, aplicámos um primário de aderência adequado ao estado do suporte. Esta etapa permitiu uniformizar a absorção do reboco e criar melhores condições para a aplicação do revestimento termo-acústico.
De seguida, iniciámos a aplicação mecânica da cortiça projetada. Utilizando equipamento de projeção adequado, aplicámos sucessivas camadas de um revestimento composto por resinas aglomerantes e granulado de cortiça natural.
A aplicação contínua permitiu criar uma camada exterior uniforme, cobrindo progressivamente a superfície da fachada. Além disso, tivemos especial atenção às zonas identificadas durante o diagnóstico termográfico, como esquinas, ombreiras, pilares, vigas e caixas de estore.
Deste modo, conseguimos reduzir as descontinuidades térmicas existentes entre diferentes elementos construtivos. Ao mesmo tempo, a cortiça projetada contribui para melhorar o comportamento da envolvente perante as variações de temperatura e ajuda a reduzir a transmissão de ruído exterior.
Durante a aplicação, controlámos igualmente a espessura e a uniformidade das camadas. Assim, foi possível garantir uma superfície contínua e preparada para desempenhar simultaneamente uma função de proteção e de melhoria do conforto do edifício.
Com a aplicação do revestimento termo-acústico concluída, obtivemos uma envolvente exterior mais uniforme e com menor influência das pontes térmicas anteriormente identificadas. Posteriormente, procedemos à regularização e acabamento da superfície, respeitando as características do sistema aplicado.
Uma das vantagens da cortiça projetada está precisamente na possibilidade de criar um revestimento contínuo, sem as numerosas juntas existentes em sistemas constituídos por placas rígidas. Além disso, o material permite obter um acabamento texturado que pode ser integrado no projeto estético da fachada.
Após a secagem e estabilização do revestimento, verificámos a continuidade das áreas tratadas e o correto acabamento junto aos elementos construtivos. Desta forma, a intervenção não ficou limitada à melhoria visual do edifício, mas procurou também melhorar o seu comportamento perante as variações térmicas.
A solução contribui ainda para reduzir a sensação de paredes interiores excessivamente frias. Consequentemente, pode ajudar a diminuir as condições favoráveis à formação de condensações em determinadas situações, desde que sejam igualmente asseguradas uma ventilação adequada e condições interiores equilibradas.
Por isso, antes de avançar com uma simples pintura de fachadas na Pontinha, é importante perceber se as manchas interiores estão relacionadas com pontes térmicas ou com outras patologias construtivas.
Neste caso, a utilização da termografia e do revestimento de cortiça projetada permitiu desenvolver uma solução mais completa, conciliando proteção exterior, conforto térmico e melhoria do desempenho acústico.
Este trabalho demonstrou que uma intervenção de pintura de fachadas na Pontinha pode ser integrada numa estratégia mais abrangente de reabilitação da envolvente. Quando existem condensações, paredes interiores frias ou desconforto acústico, uma simples renovação da pintura pode não resolver a verdadeira origem do problema.
Na realidade, o primeiro passo deve ser perceber como a fachada se comporta perante as diferenças de temperatura, a humidade e o ruído exterior. A partir desse diagnóstico, torna-se possível selecionar materiais e sistemas mais adequados às características do imóvel.
Neste caso concreto, a combinação entre diagnóstico termográfico, reparação do suporte e aplicação de cortiça projetada permitiu criar uma solução contínua para a fachada.
Além disso, esta metodologia pode ser considerada em diferentes situações, nomeadamente:
Por conseguinte, uma fachada não deve ser analisada apenas pela sua aparência. O estado do suporte, as pontes térmicas, a humidade e o comportamento energético também devem ser considerados antes de definir o sistema de acabamento.
Assim, a nossa metodologia de reabilitação combina diagnóstico técnico, preparação do suporte e aplicação de soluções termo-acústicas, permitindo transformar uma fachada degradada numa envolvente mais protegida, confortável e eficiente.
Na Fermorel, somos especialistas na reabilitação de fachadas de prédios e moradias. Oferecemos um processo simples, seguro e sem complicações para a sua obra.
A Fermorel realiza reabilitação termo-acústica com projeção de cortiça natural, eliminando pontes térmicas e reduzindo ruído e humidade de forma ecológica.
Zonas de atendimento: Pontinha • Odivelas • Caneças • Frielas • Bucelas • Amadora • Grande Lisboa.
As pontes térmicas são zonas da parede com menor isolamento, como vigas e pilares, que ficam mais frias e provocam condensação interior. Neste caso na Pontinha, estas zonas apresentavam fungos e manchas escuras nas paredes dos quartos. Deste modo, foi necessário um tratamento térmico completo da envolvente.
A câmara termográfica visualiza as diferenças de temperatura na superfície, mapeando a vermelho e azul as zonas de fuga de energia. Neste caso na Pontinha, este diagnóstico foi feito ao amanhecer para maior precisão nos resultados. Complementarmente, permitiu focar os reforços exatamente onde eram necessários.
A cortiça projetada cria uma barreira flexível, térmica, acústica e totalmente respirável, sem necessidade de placas rígidas. Neste caso na Pontinha, esta solução atenuou o ruído da via próxima e eliminou as pontes térmicas. Por conseguinte, aumentou-se significativamente o conforto habitacional.
Sim, a emulsão de cortiça já incorpora pigmentos naturais, funcionando simultaneamente como isolamento e acabamento texturado final. Neste caso na Pontinha, esta característica evitou a aplicação de tintas plásticas que reduziriam a respirabilidade. Como resultado, garantiu-se um sistema duradouro e de baixa manutenção.
A metodologia aplica-se a edifícios forrados a chapa nervurada, cúpulas, paredes curvas e coberturas abobadadas. Neste caso na Pontinha, tratou-se de um edifício residencial exposto a amplas oscilações de temperatura. Igualmente, o método é eficaz em interiores ruidosos ou estúdios que necessitam de amortecer eco e vibrações.
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